Os Estados Unidos recomendaram nesta segunda-feira (28) a seus cidadãos que deixem a Rússia "imediatamente".
A orientação foi dada depois que o presidente Vladimir Putin determinou neste domingo (27) que as forças nucleares do país entrem em alerta de combate.
"Os cidadãos dos EUA devem considerar deixar o país imediatamente por meio de opções de viagens comerciais ainda disponíveis", disse o Departamento de Estado americano em comunicado.
Mais cedo, o governo americano anunciou a suspensão das operações de sua embaixada em Minsk, capital da Belarus, e autorizou a saída voluntária do pessoal não essencial da delegação diplomática em Moscou.
No quinto dia de conflitos, as atenções voltam-se a Gomel, pequena cidade da Belarus que recebe enviados dos presidentes Putin e Volodimir Zelenski, da Ucrânia, em uma mesa de negociação.
Proibidas transações com Banco Central da Rússia
Os Estados Unidos proibiram todas as transações com o Banco Central da Rússia, anunciou o Departamento do Tesouro, uma sanção de efeito imediato e de uma gravidade sem precedentes tomada em coordenação com vários aliados de Washington, em resposta à invasão da Ucrânia.
As duas sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos e seus aliados ao Banco Central da Rússia e outras fontes importantes de riqueza provavelmente aumentarão a inflação russa, prejudicarão seu poder de compra e reduzirão os investimentos, disseram autoridades norte-americanas nesta segunda, quando as novas medidas foram anunciadas.
O país tem enfrentado medidas de retaliação do Ocidente desde que iniciou uma guerra contra a Ucrânia na última semana.
"Esta decisão tem o efeito imobilizar todos os ativos que o Banco Central da Rússia tem nos Estados Unidos ou que estão nas mãos de cidadãos americanos", afirma um comunicado, o que limitará consideravelmente a capacidade de Moscou para defender sua moeda e apoiar sua economia.
O Departamento do Tesouro dos EUA em comunicado na segunda-feira disse que também impôs sanções a um importante fundo soberano russo, o Fundo Russo de Investimento Direto.
Os Estados Unidos e seus aliados anunciaram que tomariam medidas contra o Banco Central da Rússia no sábado, em um movimento que especialistas viram como uma escalada significativa das sanções do Ocidente contra Moscou.
Um alto funcionário dos EUA disse que a medida imobilizou quaisquer ativos que o Banco Central da Rússia detinha nos Estados Unidos, em uma medida que prejudicará a capacidade da Rússia de acessar centenas de bilhões de dólares em ativos.
O Tesouro emitiu uma licença geral juntamente com a ação de segunda-feira autorizando certas transações relacionadas à energia até 24 de junho.
O governo do presidente Joe Biden tem se preocupado que suas sanções possam aumentar os preços já altos do gás e da energia e tomou medidas para mitigar isso.
Autoridades também alertaram que os Estados Unidos não hesitariam em lançar mais sanções contra a Rússia e que estavam observando de perto o envolvimento de Belarus, acrescentando que o forte aliado russo pode enfrentar mais consequências se continuar a ajudar Moscou na invasão.
Nesta segunda, a cotação da moeda russa desabou em relação ao dólar e ao euro durante a abertura das cotações na bolsa de Moscou.
A moeda russa estava sendo negociada a 94,15 por dólar perto das 10h, abaixo dos 83,5 de quarta-feira, 23, último dia em que uma taxa de câmbio oficial foi registrada antes da invasão da Ucrânia. Em relação ao euro, o rublo estava sendo negociado a 105,43 por euro, de um nível anterior de 93,5.
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