PROTESTO

'Marcha pela Liberdade' reúne francanos antivacina contra covid

Por | da Redação
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Grupo em passeata pela rua Major Claudiano, no Centro
Grupo em passeata pela rua Major Claudiano, no Centro

Um grupo com cerca de 30 pessoas participou na manhã desse domingo, 20, da 1ª Marcha pela Liberdade, pelas ruas e avenidas do Centro de Franca. Eles protestavam contra o passaporte da vacina e a obrigatoriedade da vacinação infantil para combater o coronavírus.

Os manifestantes se concentraram na avenida Presidente Vargas, em frente à Prefeitura, onde fizeram discursos, e depois saíram acompanhando um carro de som até o centro comercial da cidade.

O grupo se diz contra o imunizante para combater o coronavírus, não contra as vacinas em geral. Argumentam que a vacina contra covid-19, que chamam de “picadinha”, está em fase de teste e, por isso, não seria segura. Um deles ostentava um cartaz com os dizeres: “Sorria, seu filho vai ser cobaia”. Contestavam também a eficácia das vacinas.

Em vídeo postado nas redes sociais, eles afirmaram que não são contra quem vacina seu filho, mas querem a “liberdade” de não vacinarem os seus. Disseram que escolas estão “cercando”, dificultando a matrícula de criança não vacinada.

Apesar dos argumentos dos manifestantes, as vacinas distribuídas à população contra a covid-19 foram testadas em humanos, sua segurança foi atestada e a aplicação foi aprovada pelas autoridades sanitárias do Brasil e de todo o mundo.

Em Franca, o passaporte da vacina foi adotado apenas por algumas faculdades, como a Unesp (Universidade Estadual Paulista) e a FDF (Faculdade de Direito de Franca), além de alguns órgãos, como os ligados ao Tribunal de Justiça de São Paulo. Nesses locais, apenas quem comprovar que está com a vacinação completa pode entrar.

Já nas escolas, não existe proibição para alunos não-vacinados de frequentarem as aulas. As unidades estaduais exigem o comprovante da vacinação, mas não para barrar os estudantes. Segundo o Governo de São Paulo, os pais das crianças que não apresentarem o documento serão denunciados ao Conselho Tutelar e Ministério Público.

De acordo com especialistas, o ECA (Estatuto da Criança e Adolescente) torna obrigatória todas as vacinas “recomendadas pelas autoridades sanitárias”. A Anvisa recomenda a vacinação de crianças com 5 anos com o imunizante da Pfizer e menores de 6 a 17 anos com a mesma vacina ou com a Coronavac.

As sanções previstas na lei vão de multa a perda da guarda, em casos extremos.

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