Presa ao fio miúdo e invisível do nada... Flutuante no concreto mundo real que não posso ver e não vejo... Todas as razões me são entregues... Sou como céu que parece mas não é... O azul que não pode ser tocado, só visto... A nuvem que toma forma do imaginário e tem em sua realidade o desapegar do ar solto e presente como espírito e não carne... O óbvio me perturba tanto quanto o escuro clarão de uma noite sem fim... O sem fim mais puro e forte desejo... Desejo não é sonho que vive de esperança mas se enforca no desespero do inatingível e impossível do permitido mundo das regras não seguidas.. Sou quem não sei que sou... Às vezes nem sou, só estou... Prendo-me ao vazio do quase cheio espetacular infinito certo fim.
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