O vendedor ambulante Amadeu Pereira Neto, de 67 anos, que foi agredido durante a abordagem da Vigilância Sanitária na segunda-feira, 14, foi até o Ministério Público nesta terça-feira, 14. O idoso vai entrar com uma representação no MP para investigar a conduta da Prefeitura de Franca no caso.
De acordo com Adriel Cunha, advogado do ambulante junto com a advogada Danielle Dias Moreira, a Prefeitura deve ser investigada por estar representada na figura do fiscal da Vigilância, responsável pelos ferimentos na cabeça de Amadeu.
“Nós temos um senhor de quase 70 anos, que foi agredido com uma barra de ferro por um representante da Prefeitura. Nós esperamos que a Justiça seja feita na esfera criminal e também na esfera cível", disse Cunha. "Estamos diante de uma possível improbidade administrativa. Não é só o agente que simplesmente cometeu um ato, ele cometeu um ato dentro de uma operação de um setor público”, completou o advogado.
Ainda nesta semana a representação deverá ser protocolada no Ministério Público para dar início à investigação.
O prefeito Alexandre Ferreira (MDB) se manifestou afirmando que o fiscal responsável pela agressão foi afastado das ruas.
Amadeu, que esteve na Câmara Municipal pela manhã desta terça-feira, relatou que se sente ainda mais abalado um dia após a agressão. “Ontem não fiquei tão abalado como agora, mas estou consciente, graças a Deus. Com essa tragédia eu espero que a Prefeitura regularize a minha situação, porque eu já fiz de tudo para poder regularizar”, falou.
Mesmo com sete pontos na cabeça, com quatro centímetros de fundura, o vendedor afirma que está bem, no entanto, lamenta pela situação. “Eu não gostaria que nem um cachorro passasse pelo o que passei, eu não gostaria que ninguém que trabalhe e precise como eu, passe o que eu passei. É muito humilhante”.
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