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Em 45 dias de 2022, Franca registra metade dos casos de covid de 2021 inteiro

Por Vinícius Nunes | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Vinícius Nunes/GCN
Pacientes em fila de espera da Tenda de Testagem do Pronto-socorro, em janeiro de 2022
Pacientes em fila de espera da Tenda de Testagem do Pronto-socorro, em janeiro de 2022

Em 45 dias de 2022, Franca atinge 17.376 casos positivos da covid-19, número que representa quase metade dos 35.428 casos dos 365 dias do ano de 2021. Apesar da grande quantidade de infectados no ano de 2022, dados apontam que a quantidade de óbitos em relação ao número de casos é bem menor.

No mês de janeiro de 2022, um total de 10.867 casos e 37 mortes foram registradas, o que significa que a cada 293,7 casos um óbito ocorria - 0,34% das pessoas que contraíram a doença neste período morreram. Por outro lado, no mesmo mês de 2021, foram registrados 5.307 casos positivos de covid e 47 mortes pela doença, ou seja, a cada 112,91 casos da doença, uma morte ocorria - 0,88% das pessoas que testaram positivo para a doença morreram.

Quando comparado o mês de fevereiro de 2021 e 2022, a proporção de mortes em relação à quantidade de casos também é menor neste ano, mesmo que há mais casos registrados. Em fevereiro de 2021, foram registrados 3.749 casos e 68 mortes – uma morte a cada 55,13 casos - um total de 1,81% de mortes de todos os casos registrados. Em 2022, no mesmo mês, foram contabilizados 6.509 casos e 41 mortes, com uma proporção de mortes três vezes menor que no ano passado, com um óbito a cada 158,75 casos - 0,63% mortes de todos infectados durante esse período.

Nas estatísticas de todo o ano de 2021, a média diária de casos positivos de covid foi de 97,06, enquanto a média de óbitos foi de 2,26. No ano de 2022, a média diária de casos é bem maior, com 386,13. Mesmo assim, a média diária de mortes é menor quando comparada com o ano anterior, registrando 1,73.

Segundo especialistas, a queda na mortalidade está ligada à vacinação e também à característica da nova variante do coronavírus. "Sabemos que a Ômicron tem uma transmissão muito alta, mas ela não tem uma agressividade aparente tão alta."

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