ISABELA T. S. SUZUKI

Quero ser NADA

Por Isabela Teodoro de Souza Suzuki | especial para GCN
| Tempo de leitura: < 1 min

Escuridão infinita.

Sem morte ou suicídio,

Trabalho e ócio.

Nada de lágrimas, absolvo-me de sorrisos.

Abandono letras, poesia, música e arte

Soltei-me da ignorância,

Desprendi-me do saber.

Não sou beleza nem o seu oposto

Reduzo-me àquilo que nunca fui nem serei

Terei minha existência inexistida

E ao abrir de todos os olhos

Nenhum terá me visto

Nenhum sentido me percebido

Nenhuma sensibilidade me captado.

Deixarei de ser sendo e até nunca mais...

Nada será a minha espécie.

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