Há 100 anos, de 12 a 18 de fevereiro, um movimento modernista realizou, na cidade de São Paulo, a Semana de Arte Moderna.
A Semana, como ficou conhecida, é um marco do Modernismo nas artes, principalmente na literatura brasileira.
O movimento de São Paulo em 1922 não criou propriamente o modernismo, que já vinha surgindo, mas contribuiu enormemente para que ele se impusesse na cena nacional.
Até hoje existem os que defendem os jovens idealizadores paulistas e existem também os contraditores. O fato é porém que A Semana aconteceu.
Com o intuito de revisitá-la, seus preparativos e desdobramentos, numa pequena imersão nesse universo algo que muito me agradou foi o livro, editado em 2021, “A Semana – o antes e o depois”, de Luiz Cruz de Oliveira e Marilurdes Cruz Borges. Ele, conceituado escritor francano; ela, professora doutora em Linguística e Língua Portuguesa.
Sabe aquele trabalho (o livro) que prima pelo conteúdo conciso e rico ao mesmo tempo e pela forma agradavelmente degustável?
Como vem explicitado no título e no subtítulo, a obra aborda A Semana, seus louros e dissabores e também fases anteriores e posteriores.
Traz um elenco de características do Modernismo na literatura, que já era aventado pelo movimento paulista e que se consolidou.
Traz ainda um presente para o leitor: uma pequena seleção de poemas ilustrativos do nosso modernismo, mas de autores outros que não aqueles mais emblemáticos.
A obra termina aberta quanto às atuais e futuras possibilidades de novas vertentes da literatura brasileira no rastro da Semana de Arte Moderna.
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