Quase 17 mil alunos da Rede Municipal de Ensino retornaram nesta quarta-feira, 9, às escolas da Rede Municipal de Ensino, para o início do novo ano letivo. Segundo a Secretaria de Educação, o retorno das atividades aconteceu sem nenhum intercorrência grave, com quase 90% dos alunos presentes.
“Os pais estão se sentindo tranquilos e seguros, já que agora temos um ano mais próximo da normalidade”, afirmou a secretária de educação, Márcia Gatti.
Márcia acredita que os professores também têm tido mais segurança para a retomada 100% presencial. “A vacinação trouxe uma segurança para os profissionais da educação, porque todos que estão dentro da escola puderam se vacinar. E agora a vacinação infantil trará uma proteção maior para todos. Então, isso traz um clima melhor para todos”.
Quanto à imunização de crianças, segundo o último levantamento da Secretaria de Saúde, pouco mais de 8 mil receberam a 1ª dose. O número é bem distante das 31 mil crianças francanas entre 5 a 11 anos, que é a faixa-etária atendida pelas escolas municipais.
Para Márcia, a volta ao ambiente escolar pode ajudar a convencer os pais a imunizarem os filhos. “As pessoas têm uma resistência a se vacinar, mas, ao mesmo tempo, tem uma vergonha de assumir isso. Agora, com eles voltando para escola e tendo as orientações dos professores, acredito que esse número aumentará”.
Movimento
Em cada uma das escolas municipais uma sistemática diferente foi adotada para a retomada.
Na EMEB (Escola Municipal de Ensino Básico) Emília de Paula Tarantelli, no Cidade Nova, por exemplo, no horário de saída os pais entraram nas salas de aula para pegar seus filhos e saíam por um portão diferente. A atitude evitou possíveis aglomerações na porta da escola.
Algo completamente diferente foi feito na EMEB Frei Lauro de Carvalho Borges, no Jd. Éden, que deixou os pais esperando os filhos em frente ao portão de saída.
Obrigatoriedade
Diferentemente de 2021, a Secretaria de Educação anunciou que em 2022 o ensino presencial será completamente obrigatório. Apenas crianças que possuírem comorbidades ou alguma licença médica e que comprovem com atestado, poderão optar pelo ensino remoto.
Outra determinação da pasta é a respeito de casos de covid-19 no ambiente escolar. Segundo a secretária, as orientações seguidas são do Ministério da Saúde. “Se tivermos um aluno contaminado com covid-19 dentro da sala de aula, suspenderemos as aulas apenas naquela classe. Mas, se tivermos mais de cinco casos, as aulas serão suspensas em todo o prédio”, explicou Márcia.
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