Embora haja uma sensação de alívio na população quanto à atual situação da pandemia em Franca, os números revelam uma realidade preocupante: há nove dias consecutivos francanos são confirmados como vítimas da covid-19 e a média de mortes pela doença é a mais alta dos últimos sete meses.
Segundo o Boletim Epidemiológico, estatisticamente são 3,9 mortes por dia. Do dia 1º a 8 de fevereiro, 28 pessoas morreram por complicações da doença. O cenário ainda caminha para superar o total registrado durante o mês de janeiro, que teve 37 óbitos.
Há menos de 30 dias, a pandemia fazia uma vítima a cada 293 infectados pela covid. Somente nos primeiros dias de fevereiro essa proporção mudou e hoje morre um francano a cada 148 que contraíram a doença.
O médico da Vigilância Epidemiológica, Homero Rosa, explica que as mortes são consequência da explosão de casos, especialmente provocado pela maior transmissibilidade da variante Ômicron.
“Quanto mais há uma exposição de pessoas, mais circula o vírus, mais a infecção se torna grave e consequentemente pode haver mais óbitos das pessoas mais vulneráveis imunologicamente”, disse.
Homero pontuou que, entre o perfil das vítimas, estão pessoas que já possuem alguma doença crônica, comorbidades, deficiência imunológica e idosos já em idade mais avançada. Ainda assim, boa parte dos óbitos é de pessoas que não estão com o esquema vacinal completo.
“A pandemia não está controlada. Ela está alternando, como já esperávamos, principalmente após a superexposição do final do ano, assim como aconteceu no ano anterior. Essa superexposição levou a uma explosão de casos, e por consequência, os óbitos. A situação da pandemia caminha para um controle, mas só a partir do momento que nós alcançarmos, no mínimo, vacinação em 90% da população de Franca”, falou o médico.
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