Uma jovem de 24 anos passou por uma situação assustadora durante a madrugada da última quinta-feira, 3, no bairro Jardim Doutor Antonio Petraglia. Um homem que dirigia uma moto Biz de cor branca estacionou o veículo em frente a casa da jovem, apertou a campainha e se masturbou em frente ao portão da residência.
A jovem, que passou pelo episódio constrangedor, prefere ter a sua identidade preservada, e conta que o homem foi até sua casa duas vezes durante a mesma madrugada. Ela estava em sua casa descansando, pois havia pegado uma folga de seu serviço. Amigos a chamaram para sair, mas recusou o convite, disse que ficaria em casa durante aquela noite. Enquanto conversava com eles através de mensagens, a campainha de sua casa foi apertada por volta das meia-noite.
“Achei estranho apertarem a campainha durante esse horário, não é possível que fossem meus amigos, então fui ver quem era. Abri a porta da minha casa que leva até o portão, e já vi uma pessoa de capacete. Com isso, percebi que não eram mesmo meus amigos. Deduzi que talvez fosse um entregador que errou a casa. Perguntei de longe quem era, ali de dentro de casa mesmo. A pessoa não respondeu, ficou me olhando quieta”, conta a jovem.
Após não ter resposta da misteriosa pessoa que esperava em seu portão, a mulher ligou para amigos que estavam próximos de sua casa. Ela disse para eles que estava com medo, explicando que uma pessoa desconhecida estava no portão de sua casa. Finalizada a ligação, a jovem voltou a fazer perguntas ao homem.
“Perguntei de novo quem era, mas não disse nada, apenas fez um movimento com a mão me chamando. Com medo, tranquei a minha porta e fique esperando meus amigos aparecerem. Assim que eles estavam chegando, o cara já tinha saído da frente da minha casa, então ninguém conseguiu acompanhar ele para ver quem era ou anotar a placa da moto”, explica a vítima.
Durante essa noite de autêntico terror, com muito medo, a jovem chamou uma amiga para passar a noite em sua casa para ter mais segurança, “Passei a noite toda pensando em quem poderia ser”. Por volta das 3 horas da madrugada, a campainha da casa da jovem foi apertada novamente. Era o mesmo homem.
“Minha amiga abriu a porta e fez a mesma pergunta que fiz antes, e ele não respondia, ficava apenas olhando para dentro da casa. Quando ela ameaçou sair, ele percebeu que não era eu e foi embora. Ficamos muito assustadas, entramos e trancamos as portas. Quando eram 6 horas da manhã, pedi para que meu vizinho olhasse na câmera. Ele me disse que o homem estava mal intencionado, pois estava se masturbando e olhando para dentro da minha casa, além de estar tentando abrir o portão. Fiquei ainda mais assustada, nunca imaginei que seria algo assim”, disse a mulher.
A jovem conta que, após conseguir gravações de câmeras da vizinhança onde o homem aparecia, foi até a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher de Franca) e fez um boletim de ocorrência sobre o caso. Ela conta que não tem ideia de quem possa ser o homem, que nem mesmo conhece alguém que tenha uma moto Biz.
Toda a situação de perigo vivida pela jovem naquela noite não passou com o passar dos dias. Marcas foram deixadas, e agora ela vive de forma diferente. Já não vai para nenhum lugar sozinha, tendo a necessidade de estar sempre acompanhada, até mesmo para ir ao trabalho, indo diariamente ao serviço com suas amigas.
“Nos primeiros dias eu não conseguia dormir, dormi mesmo apenas de ontem para hoje porque estava muito cansada. Aquela cena dele no meu portão me chamando para fora e depois ver o que ele estava fazendo nas gravações das câmeras me deixaram muito apavorada. Não sei se é uma pessoa que me conhece ou que tem contato comigo, já não confio mais em ninguém”, lamenta a jovem.
Além dessa situação, ela explica que atualmente o bairro em que mora vem se tornado cada vez mais perigoso. A jovem conta que nas últimas semanas diversos crimes aconteceram próximos a sua casa, como roubos de casas e de carros.
A rua onde o homem realizou o crime é a mesma onde uma estudante foi estuprada dentro de sua própria casa na noite do dia 27 de maio de 2021. Histórias de assédio foram relatadas por moradoras da região no mesmo ano.
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