O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), assinou sábado, 5, o contrato de concessão dos aeroportos de Franca e Ribeirão Preto, que integram o lote sudeste, e passam a ser administrados pelo consórcio Voa NW-Voa SE, da Rede VOA.
Além dos Aeroportos de Franca e Ribeirão, outros sete aeródromos paulistas serão controlados pelo consórcio. O período de transição entre o Daesp (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo), que gerência os aeroportos, e a rede VOA, deve durar 50 dias. Terminao o prazo, a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) passa a ser reguladora do contrato, que tem prazo de 30 anos.
O aeroporto "Lund Pressotto" receberá R$ 11,2 milhões em investimentos, que serão utilizados em obras de recapeamento e pintura da pista, luzes de cabeceira, indicador de vento, readequeção da infraestrutura para voos visuais noturno e diurno sem restrições, além de outras melhorias. O presidente da Rede VOA, Marcel Moure, disse durante a assinatura do contrato que deve se reunir no próximo mês com autoridades francanas para apresentar o plano de investimentos da empresa.
Apesar do plano de investimentos, segue sem qualquer perspectiva a retomada de vôos regulares a partir do aeroporto de Franca. Nenhuma compahia área sinalizou, por enquanto, qualquer projeto para ligar Franca a São Paulo ou outros destinos. O aeroporto de Franca hoje funciona apenas para vôos privados e de treinamento, além de aulas de instrução para interessados em tirar o brevê (cartei de habilitação para aeronaves).
O leilão que arrematou o lote sudeste que conta com o Aeroporto de Franca aconteceu em julho do ano passado. A rede VOA também levou os aeroportos de Bauru, Marília, Araraquara, São Carlos, Sorocaba, Guaratinguetá, Avaré, Registro e São Manuel.
Somente o Aeroporto "Leite Lopes", de Ribeirão Preto, vai receber R$ 130 milhões de investimentos.
Polêmica de possível interdição em Franca
No início de janeiro a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) iniciou um processo de exclusão e suspensão do aeroporto "Lund Pressotto". Tudo isso porque, em setembro do ano passado, os documentos operacionais e de funcionamento fo aeroporto não foram atualizados e repassados ao órgão.
Apesar da possibilidade, na semana retrasada o Daesp informou que entregou toda documentação solicitada e que a situação havia sido regularizada.
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