INDÚSTRIAS FRANCANAS

Calçadistas recuperam grande parte das perdas na pandemia

Por Higor Goulart | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo/GCN
Em 2021, a indústria de calçados de Franca fechou com 13.461 empregados e US$ 54.246.094 em exportações
Em 2021, a indústria de calçados de Franca fechou com 13.461 empregados e US$ 54.246.094 em exportações

A pandemia trouxe um grande prejuízo para a indústria calçadista. De março de 2020 até dezembro de 2021, 2.866 vagas de emprego foram fechadas. Além disso, a exportação, que é o carro-chefe das fábricas de sapatos de Franca, caiu pela metade se comparado 2019 com 2020. Os dados fazem parte de levantamento realizado anualmente pelo SindiFranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca).

Apesar das perdas, a flexibilização de medidas para enfrentamento da covid-19 tem propiciado melhoras ao setor calçadista. Essa recuperação é vista principalmente nos números em 2021. Nos dados de geração de empregos, Franca encerrou 2020 com 10.262 empregados, fechando 4.140 vagas se comparado a 2019. Em 2021, a recuperação não foi total, mas 3.199 vagas foram reabertas, fechando o ano em 13.461 empregados.

Para o presidente do Sindifranca, José Carlos Brigagão, os resultados de geração de emprego em 2021 foram uma vitória para o setor. “Podemos considerar que foi até uma vitória recontratar em 2021 a mão de obra perdida em 2020", comemorou. “Com o lockdown e consequente redução do consumo, as empresas tiveram que procurar alternativas, e uma delas foram as exportações que, comparado com 2020, tivemos um crescimento de 57%, além do crescimento do e-commerce”, completou.

Como citado por Brigagão, as exportações foram um ponto forte para novas contratações das indústrias de calçados. Ao longo de 2021, Franca exportou US$ 54.246.094. O valor é 57% maior do que todo o ano de 2020, que fechou com US$ 34.555.105. Ainda assim, é bem menor do que em 2019, que teve US$ 64.208.412 exportados.

Mesmo com o valor menor, o presidente do sindicato calçadista acredita que houve uma recuperação do que foi "perdido". “Com a reabertura dos comércios internacionais, a escassez de calçados nas lojas e com o incentivo na alta do dólar, os exportadores buscaram mais negócios internacionais para equilibrar as vendas no mercado interno deles.”

Com os bons números apresentados em 2021, a expectativa é de que 2022 também tenha uma alta quantidade de exportações e geração de empregos. Ainda assim, isso ainda é tratado como "incógnita".

“A recuperação em 2022 será uma incógnita, frente ao ano eleitoral e a volta da pandemia, mesmo mais branda. A saída serão as exportações, principalmente para os Estados Unidos. E a tendência aponta aumento do consumo, e com isto o aumento das exportações”, finalizou.

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