Somente no mês de janeiro, que ainda nem chegou ao final, o número de casos positivos da covid-19 representa 25% de todo o ano de 2021. Foram 8.957 diagnósticos do dia 1º de janeiro até o dia 27. A diferença é que a disparada de casos não equivale à de mortes – hoje, morre um paciente a cada 298 infectados. No ano passado, essa proporção era de um a cada 42.
Em 2021, foram registradas 828 mortes. Em janeiro deste ano, 30. Se a relação de óbitos seguisse o ano passado diante da explosão de casos positivos, em 27 dias deste mês já seriam 207 vítimas da covid em Franca – sete vezes mais do que vem sendo confirmado atualmente.
O médico infectologista da Unimed Franca Guilherme Carvalho destaca que um dos principais motivos da diminuição de mortes por covid é, de fato, a vacinação. “A evolução da campanha de vacinação, sem dúvida, é um fator de proteção, proporcionando sintomas mais amenos”, disse.
Para as mortes registradas, o infectologista afirmou que existem fatores que, mesmo com a vacinação, podem comprometer o quadro de saúde dos pacientes, como idosos com comorbidades, que se tornam um público com mais potencial de ter chances de complicações, gravidade e, consequentemente, o óbito.
Além da vacinação, a menor letalidade da variante Ômicron contribui para uma curva menor de vítimas. “A taxa de mortalidade dessa nova variante é menor que as demais. Há um número muito grande de pessoas com covid-19, sintomáticos ou assintomáticos, mas os casos graves, até o momento, são proporcionalmente menores”, falou Guilherme.
De acordo com o médico, mesmo com a segurança das vacinas e o risco menor que a Ômicron oferece, é difícil fazer previsões. Neste momento, que é a fase inicial de uma nova onda, a melhor ferramenta continua sendo a prevenção.
“Um fator de apoio para minimizar o dano é a conscientização das pessoas quanto aos cuidados pessoais, uso de máscaras e higienização das mãos. Além, claro, dos cuidados coletivos como vacinação e distanciamento social.”
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