O presidente Jair Bolsonaro (PL) anunciou nessa quinta-feira, 27, um aumento de 33,24% no piso salarial dos professores da educação básica. Com o reajuste, o piso salarial da categoria passará dos atuais R$ 2.888,24 para R$ 3.848,29, para carga de 40 horas semanais. Estados e municípios são os responsáveis pelo pagamento dos profissionais, mas a União poderá bancar parte da remuneração.
Em Franca, as lideranças da categoria comemoram o aumento, mas dizem que o reajuste não é uma simples “bondade” de Bolsonaro. “Não é bondade do presidente. Ele apenas está cumprindo a Lei. Na verdade, Bolsonaro queria dar apenas 10% sugeridos por Paulo Guedes, mas a lei obriga o presidente a dar os 33%”, disse Luiz Gonzaga José, presidente da Apeoesp de Franca, nesta sexta-feira, 28.
Gonzaga espera que o governador do Estado de São Paulo, João Doria (PSDB), cumpra a determinação. “Esperamos que o governador de São Paulo cumpra a Lei, porque isso não vem acontecendo. O Doria já disse que não tem dinheiro e os professores já convivem com uma defasagem nas reposições salariais há anos”, completou.
O presidente do SindServ (Sindicado dos Servidores Municipais de Franca), Luís Fernando Nascimento, explicou que a carga horária dos professores municipais é de 30 horas semanais, resultando em um piso de R$ 2.607 na cidade.
“Bolsonaro anunciou um reajuste de 33% para o piso nacional de 40 horas e para o professor com jornada de 30 horas, será um reajuste de 24%. Esse valor não satisfaz a classe do professor porque há três anos a categoria não tem reajuste. Ele não contempla toda a perda que vem ocorrendo. Vamos aguardar nossa data-base, que é março, para discutir a situação e buscar o melhor para a classe, se será pelo piso nacional ou piso municipal com reajuste do índice da inflação.”
Fernando acrescenta que fará uma assembleia em fevereiro para discutir a questão. “Provavelmente, vamos realizar uma assembleia dia 12 de fevereiro para a gente discutir sobre esse assunto e outras reivindicações com o prefeito Alexandre (Ferreira)”, finalizou.
A secretária de Finanças do município, Raquel Regina Pereira, disse que a Prefeitura ainda não avaliou o possível impacto financeiro com o aumento salarial dos professores. “Esse assunto está sendo tratado diretamente entre a Secretaria de Educação e o Gabinete do prefeito (Alexandre Ferreira).”
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