A Polícia Civil de Minas Gerais procura quatro pessoas acusadas de participar de um esquema que desviou cerca de R$ 900 mil dos cofres da Prefeitura de Capetinga (MG). O principal alvo da polícia é uma ex-tesoureira da Prefeitura. Uma moradora de Franca foi presa nessa quarta-feira, 26, e os outros integrantes seguem foragidos.
Segundo um vereador de Capetinga, a ex-tesoureira era comissionada e começou a realizar pagamentos com recursos da Prefeitura em nomes de familiares e conhecidos. O dinheiro desviado era para ser utilizado em obras na cidade.
“A suspeita era tesoureira e tinha a senha da Prefeitura. Segundo o já apurado, ela fazia os empenhos (reserva de verba para pagamento) falsos e já transferia para as contas de terceiros, que no caso seriam essas pessoas conhecidas dela e do namorado. Esse dinheiro era de recursos próprios (do município) e estava reservado para fazer obras na cidade”, disse o parlamentar, que pediu para não ser identificado, já que o caso está em segredo de Justiça.
Ainda segundo o vereador, o esquema só foi descoberto quando a mulher começou a faltar ao trabalho e, por isso, foi exonerada. A nova tesoureira foi realizar um pagamento e não encontrou dinheiro na conta do município.
De acordo com a Polícia Civil de Cássia (MG), após as suspeitas, o caso foi registrado e se iniciaram as investigações, que estão em segredo de Justiça.
Ontem, 26, os policiais realizaram a primeira parte da Operação Bowling (Boliche), que resultou na prisão de uma mulher, que mora na Vila Aparecida, em Franca.
A ex-tesoureira, seu namorado e mais dois moradores de Franca já estão com a prisão decretada e seguem foragidos.
Uma CPI foi instaurada pela Câmara Municipal de Capetinga e deve auxiliar as investigações da Polícia Civil.
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