FENÔMENO

Postos de Franca registram queda nos preços do etanol e gasolina

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
N. Fradique/GCN
Postos vendem etanol e gasolina com valor mais baixo em relação à semana passada
Postos vendem etanol e gasolina com valor mais baixo em relação à semana passada

O consumidor francano se depara com um fenômeno raro, nos últimos dias. Os postos de combustíveis registram queda nos preços do etanol e da gasolina.

No último dia 11, a Petrobras autorizou um aumento de 4,85% no litro da gasolina e 8% do diesel nas refinarias, mas os comerciantes não aplicaram o índice sobre o valor da gasolina e nem do etanol, que normalmente acompanha o aumento quando os outros produtos são reajustados.

Os donos de postos de combustíveis não só não subiram, como reduziram o valor do etanol e da gasolina na bomba.

Hoje, em Franca, consumidor encontra o etanol ao preço de R$ 4,84 e a gasolina por R$ 6,34. Anteriormente, os valores cobrados por litro dos produtos eram de R$ 5,15 e R$ 6,45, respectivamente, com economia chegando até R$ 0,31, no etanol e até de R$ 0,11 na gasolina.

Mas o motorista que precisa abastecer seu veículo com diesel não tem o que comemorar. O litro do produto é encontrado na cidade a R$ 5,29 (comum), um aumento em até R$ 0,24 do que era comercializado anteriormente (R$ 5,05), e R$ 5,49 (aditivado), o que representa R$ 0,29 mais caro do valor cobrado na semana passada (R$ 5,20).

Eduardo Cavalcante, lacrador de veículos, disse que o preço do etanol poderia cair ainda mais. “A baixa do valor do álcool (etanol) que ocorreu esta semana ajuda um pouquinho no bolso no final do mês. Mas poderia baixar ainda mais, já que muitas usinas são daqui da nossa região. Vamos ver se pelo menos permanece assim para ajudar a população”, disse o proprietário de um Fiesta, motor a etanol.

O presidente regional do Sincopreto (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo), Marco Antônio do Nascimento, associa a redução dos combustíveis à crise desencadeada pela alta da covid.

“O que ocorre é que o mercado é muito sensível. O mês de janeiro está ruim para as distribuidoras, vendendo pouco por uma série de questões. Uma delas é essa nova onda de covid, no qual tem muita gente sem circular. Com isso, os postos revendedores também estão sentindo essa queda nas vendas. O custo do produto começou a cair e, consequentemente, acontece o repasse para o consumidor final, seja na alta ou na queda”, explica.

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