A Justiça Estadual aceitou o pedido do Ministério Público e, agora, o policial militar Douglas da Silva Teixeira, 29, é réu por matar e abandonar o corpo da ex-mulher Thábata Gonzales Silva, 34, em novembro do ano passado.
O policial militar vai responder por feminícidio com os agravantes de motivo torpe e emprego de meio cruel, por não aceitar o fim do relacionamento e abandonar o corpo na chácara onde os pais dele moram.
O crime aconteceu na madrugada de 18 de novembro. Teixeira responde por, após matar Thábata com um tiro na cabeça, abandonar seu corpo na chácara onde moram os pais dele, às margens da rodovia Tancredo Neves, entre Franca e Claraval (MG). O policial fugiu na caminhonete do pai, na sequência.
De acordo com amigos e familiares, as ameaças de Teixeira contra a ex-mulher eram constantes. Ele não aceitava o fim do relacionamento e, segundo as denúncias, chegou a agredi-la em algumas ocasiões.
Thábata se despediu de amigos e familiares em mensagens enviadas pelo WhatsApp. A Polícia Civil ainda não sabe se quem realmente enviou a mensagem foi a mulher ou seu assassino.
Um dia após o crime, o policial militar se apresentou na sede da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), acompanhado de seu advogado. Cabisbaixo, ele não quis dar declarações de como aconteceu o crime e permaneceu calado.
Depois de ser ouvido, Teixeira foi levado para o Presídio Militar "Romão Gomes", em São Paulo, onde permanece preso.
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