O futebol é encantador e tem suas histórias de superação e momentos inusitados, mas a cobrança começa cedo. Durante as partidas da Associação Atlética Francana pela Copa São Paulo de Futebol Júnior, a torcida mostrou toda sua carência de um time para torcer na cidade.
O que era para ser incentivo aos meninos da base do clube virou cobrança, como se em campo estivesse uma equipe profissional, com atletas ganhando altos salários e disputando finais consecutivas. Mas no final, também sobraram elogios e reconhecimento ao trabalho desenvolvido na agremiação da Simão Caleiro, que a exemplo de muitos times do interior, não conta com a estrutura necessária para desenvolver um bom trabalho.
O que era para ser incentivo aos meninos da base do clube virou cobrança, como se em campo estivesse uma equipe profissional, com atletas ganhando altos salários e disputando finais consecutivas. Mas no final, também sobraram elogios e reconhecimento ao trabalho desenvolvido na agremiação da Simão Caleiro, que a exemplo de muitos times do interior, não conta com a estrutura necessária para desenvolver um bom trabalho.
A cobrança sobre pai e filho também foi grande nos jogos no Lanchão. O treinador do sub-20 Edílson Luís de Oliveira e seu filho Pedro Policarpo precisaram superar a desconfiança, a exemplo do que viveu Hélio Rubens Garcia e Helinho, no basquetebol da cidade. Sobre a história do basquete todos sabem o resultado da aposta de Hélio Rubens. Helinho ganhou praticamente tudo em sua carreira como jogador.
Já o garoto Pedro, além de vestir a mística camisa 10 que pertenceu a grandes nomes que passaram pela Veterana, incluindo o que marcou época no clube, Marinho, foi o destaque da equipe na Copinha, sendo o artilheiro do time com um gol por jogo na primeira fase da competição. Já Edílson levou o time ao mesmo patamar da campanha da Francana em 2020: à fase mata-mata da Copa SP.
Já o garoto Pedro, além de vestir a mística camisa 10 que pertenceu a grandes nomes que passaram pela Veterana, incluindo o que marcou época no clube, Marinho, foi o destaque da equipe na Copinha, sendo o artilheiro do time com um gol por jogo na primeira fase da competição. Já Edílson levou o time ao mesmo patamar da campanha da Francana em 2020: à fase mata-mata da Copa SP.
Edílson já revelou se espelhar na “lenda chamada Hélio Rubens”, se diz tranquilo quando se fala em trabalhar com o filho, curiosamente vestindo a camisa 10 e sendo capitão do time.
“Quando existe profissionalismo, essa questão não é importante. O interessante dentro de um contexto de uma equipe é o coletivo. Lógico que os valores individuais podem contribuir muito, mas a equipe é vista como um todo. Qual a diferença se o atleta tem talento, tem qualidade, tem comprometimento com as posturas técnicas e táticas da equipe, tem liderança, tem personalidade. Só por que é filho de técnico não pode jogar?", questionou.
Se Helinho, que foi o 10 do basquete francano por muitos anos, treinava em casa para aperfeiçoar sua qualidade técnica, Edílson conta que Pedro trabalha duro como todos os outros jogadores. “Ele treina duro, é exemplo para os companheiros. Onde está escrito dentro de uma lei ou decreto que o filho de treinador não pode ser o seu atleta?", voltou a perguntar.
Logo após a classificação da Francana para a fase mata-mata da Copa São Paulo, Edílson de Oliveira fez um desabafo nas redes sociais escrevendo: “Vamos em frente contra tudo e contra todos”.
Sobre a postagem, o treinador explicou: “Contra todas as adversidades de problemas que tivemos na preparação e na montagem do elenco, contra todos os comentários de alguns veículos de comunicação que disseram que nós não tínhamos competência nem conhecimento para ser técnico de um sub-20 ou profissional. Nosso presidente Rafael pegou uma Francana quebrada, nem bola tinha para nós treinarmos, mas ele foi atrás e foi resolvendo tudo gradativamente, colocando a equipe dentro de uma condição satisfatória.”
O artilheiro
Maduro aos 20 anos e também já papai, Pedro Policarpo conta que jogar em Franca foi emocionante e que é natural a cobrança dos torcedores. Ele saiu cedo de casa e teve passagens por Inter-RS, Vasco da Gama, Boston City e no Olímpia (A3), entre outras equipes.
“Joguei em alguns clubes, onde adquiri boa experiência. Sabemos separar o momento de pai e filho e não sinto pressionado por isso. Aqui em Franca, o torcedor comparece ao estádio, é diferente. Tanto é que a sede de Franca foi uma das que mais recebeu público”, disse Pedro. Nos três jogos que a Francana fez no Lanchão, o público total foi de 11.302 pessoas.
Pedro destacou o "peso" da camisa da Francana. “A camisa da Francana é pesadíssima, mas é uma honra vestir essa camisa. As pessoas assemelham a camisa 10 com aquele que se destaca mais que os outros, mas hoje em dia não é assim. Mas fico feliz por vestir a camisa com esse número. Já tive a oportunidade de jogar no Brasília com esse número. Sem problemas.”
O meia disse que a média de um gol por jogo na fase de classificação foi surpreendente. “Fazer um gol por jogo foi uma coisa que me surpreendeu, mas eu estava confiante pelas partidas preparatórias para a competição, onde eu também fiz gols. O gol contra o Confiança realmente foi bonito.” O gol referido por Pedro concorre ao Prêmio Dener, o mais bonito da competição.
Sobre seu futuro, o artilheiro da Veterana na Copinha espera permanecer para o Campeonato Paulista, Série B, deste ano. “Eu agradeço a oportunidade que a Francana me deu e espero permanecer para a Série B”, finalizou Pedro, que se inspira em Cristiano Ronaldo.
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