O estoque segura o aumento no preço dos combustíveis em Franca, pela menos na manhã desta quinta-feira, 13. Os proprietários dos postos ainda não repassaram o aumento anunciado pela Petrobras nas refinarias, nessa terça-feira, 11, aos consumidores.
De acordo com a estatal, o preço médio de revenda da gasolina sobe de RS 3,09 para R$ 3,24 por litro. O valor do diesel sobe de R$ 3,34 para R$ 3,61. A gasolina subiu 4,85% e o diesel 8% na refinaria, mas ainda tem o frete, por isso, ainda não é não é possível calcular os novos valores por litro em Franca. Geralmente, o etanol acompanha o aumento.
No caso da gasolina, em que o valor nas refinarias subiu R$ 0,15, o aumento pode ser de mais de R$ 0,20 no preço final.
Os valores ainda praticados em Franca são em média: R$ 5,15 o litro do etanol; R$ 6,45 gasolina; R$ 5,05 diesel; e R$ 5,20 diesel S10.
Para encher um tanque de um carro popular (Gol 1000, tanque de 45 litros), o consumidor gasta em média, em Franca, R$ 231,75. Se abastecer o mesmo carro com gasolina, fica em R$ 290,25. Se a gasolina aumentar 20 centavos na bomba, o consumidor gastará R$ 299,25 para abastecer um carro com o tanque de 45 litros.
Alex Rodrigues Santana, que trabalha com eventos - aluguel de brinquedos - diz que pelo menos 40% do orçamento é destinado para o abastecimento de seu Gol. “Infelizmente, já foi anunciado o primeiro aumento deste ano, que vai dificultar ainda mais nosso trabalho. Eu dependo do carro para trabalhar e o gasto com combustível representa cerca de 40% do meu orçamento, e não tem como repassar esse aumento ao cliente, que por sua vez também já está sofrendo com o custo de vida alto”, disse Alex, que está abastecendo seu carro com gasolina.
Odair Pereira de Moraes, que é motorista, acha um absurdo os aumentos frequentes. “É um absurdo. Não temos mais condições de abastecer o carro para trabalhar. Encher o tanque, nem temos mais condições”, disse ele, que tem uma camionete a diesel.
Mauro Soares, representante comercial, vai na mesma linha, dizendo que os aumentos são abusivos. “É uma coisa abusiva esses aumentos. O brasileiro não tem respaldo de governo. Estamos um povo judiado. Está crítica a situação”, disparou ele, que tem uma Strada.
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