RECLAMAÇÃO

Família de Restinga reclama de atendimento médico; Saúde nega negligência

Por Pedro Baccelli | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
 Cidade de Restinga: atendimento em UBS gera queixa de família
Cidade de Restinga: atendimento em UBS gera queixa de família

Uma família de Restinga, a 14 km de Franca, reclama de atendimento inadequado no Posto Municipal de Saúde – uma UBS (Unidade Básica de Saúde). O marido de Fabiana Pereira Oliveira realizou uma cirurgia de abscesso perianal na Santa Casa de Franca, no dia 31 de dezembro. O procedimento só foi necessário, segundo a mulher, após uma sequência de erros médicos na unidade de saúde em Restinga.

O homem sentia dores no corpo e febre no dia 24 de dezembro. Recebeu Dipirona ao buscar o Posto de Saúde. Após insistência da família, um teste de Covid-19 foi realizado e o resultado foi negativo.

No dia 28 de dezembro, ainda sentindo muitas dores, o homem passou por uma consulta médica. Segundo Fabiana, a médica não o examinou, mas passou uma medicação para conter a dor e pediu a realização de exames de sangue, urina e uma radiografia sacro cóccix – exame de raio-x em vértebras inferiores da coluna. Após a realização dos exames, a família voltou e apresentou os resultados. Um segundo médico o examinou e constatou infecção de urina e no sangue. Não tinha necessidade de cirurgia e um novo medicamento foi receitado.

Os dias se passaram e a dor continuava. O homem conseguiu andar até o Posto de Saúde no dia 30 de dezembro. Um terceiro médico o atendeu e questionou a medicação receitada anteriormente. Mais uma vez os remédios foram trocados. “Ele não aceitou ser indagado o porquê do inchaço das nádegas. Não quis nem examinar e passou uma injeção”, conta Fabiana.

A mulher precisou comprar a injeção na farmácia porque não tinha no Posto. O homem continuou sentindo dores após a aplicação. Fabiana ligou no Posto de Saúde à noite e foi informada que não tinha médicos para atendimento, mas o marido poderia ser transferido para Patrocínio Paulista, município a 29 km de Restinga.

A família decidiu procurar o Pronto-Socorro “Álvaro Azzuz” na manhã do dia 31 de dezembro. O médico constatou um abscesso e o encaminhou para a Santa Casa de Franca. “Mostrei as receitas de todos os remédios que foram tomados a pedido dos médicos de Restinga. Disseram que a medicação estava toda errada e que era caso de cirurgia”.

A cirurgia foi feita na Santa Casa no dia 31 e o homem recebeu alta no dia 2 de janeiro. “Se estivesse sido examinado e medicado (corretamente) não teria passado por tanto constrangimento, pois foi uma cirurgia de abscesso perianal. Agora ele fica 24 horas de cama sem poder trabalhar, porque a cirurgia é aberta”, desabafa Fabiana.

Resposta da Secretaria de Saúde de Restinga
Após análise do prontuário médico, a secretária de Saúde, Rosana Pedrogão, disse não ter observado qualquer conduta inadequada que possa ser entendida como negligência por parte da equipe médica que atendeu o casal.

“O paciente foi atendido em sua plenitude, sendo ouvido em suas diversas queixas, atendido, orientado e medicado para tais em todos os atendimentos”, diz o órgão.

A Secretaria buscou um profissional de medicina para avaliar o caso. De acordo com a pasta, não houve erro de conduta com base no prontuário do paciente.

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