Quem passou em frente ao Pronto-socorro “Álvaro Azzuz”, na manhã desta terça-feira, 11, teve a impressão de que houve uma redução de pacientes na fila da espera em relação a esta segunda-feira, 10. Mas, na realidade, os pacientes estavam distribuídos entre o salão principal e a tenda de testagem, que começou a funcionar hoje.
Na tenda de testagem, montada no estacionamento do PS, cerca de 40 pessoas aguardavam para realizar o teste de covid-19. Algumas pessoas tentaram fazer o teste na segunda-feira, mas retornaram hoje.
“Estou sentindo dor de cabeça, dor no corpo, coriza. Estou muito mal. Ontem tentei vir às 10h, esperei muito tempo, mas não deu certo ser atendido. Então remarcaram para mim e hoje vim aqui direto fazer o teste”, disse o jovem Jeferson de Souza.
“Fui ao PS ontem por volta das 9h, e fiquei até as 11h. A atendente me disse que eu teria que ficar o dia todo. Eu não estava aguentando esperar por estar muito mal e fui embora”, disse André Arlindo da Silva, que também foi dois dias no local e esperava para fazer o teste na tenda.
Dentro do salão principal, na sala de espera do “Álvaro Azzuz”, mais de 150 pessoas aguardavam pelo atendimento para serem encaminhadas para a tenda de testagem. A consultora de vendas Simone Marques aguardava no local desde cedo. “Estou com febre alta, dor no corpo e com a respiração horrível. Cheguei aqui às 8h10, tentei vir ontem, mas não consegui porque estava muito mal e também vi nos jornais que a situação aqui estava feia”, disse Simone.
Hospital São Joaquim
No Hospital São Joaquim/Unimed, a situação era semelhante. Da mesma forma que no Pronto-socorro Municipal, as testagem e consultas estão sendo realizadas em dois locais diferentes. Na fila de testagem, mais de 50 pessoas aguardavam, sendo chamadas através de um sistema de senhas. Com o alto movimento, muitos esperavam pela sua vez na parte externa do hospital, na calçada.
“Faz pouco tempo que estou na fila de testagem, coisa de 10 minutos. Acho que vai demorar bastante aqui ainda, estou com a senha 250, e no painel está por volta do 200. Passei pelo PS e fiz um exame que fica pronto em 7 a 10 dias. Por conta da demora, a empresa onde trabalho está pagando para eu fazer o teste rápido aqui. É bom para que eu possa voltar a trabalhar o quanto antes, já estou bem melhor e recebi diversos medicamentos. Caso dê negativo, eu volto assim que acabarem todos os sintomas”, explica Edenilson da Silva Messias, operador de injetora da empresa Mundo Comfort, que esperava na fila de teste da Unimed.
No outro local, onde consultas são feitas, mais de 40 pessoas esperavam pelo atendimento, tendo algumas pessoas esperado até mesmo na parte externa do local, no estacionamento. A espera na fila era longa, tendo alguns pacientes esperado mais de uma hora para serem chamados para o atendimento. “Faz três horas que estou esperando aqui. Estou muito mal, sentindo dor de cabeça febre e muita dor no corpo. Minha senha está quase chegando e falta pouco para eu ir para a consulta”, disse Fernanda Martins.
“Já faz duas horas que estou aqui. A dor é intensa em várias partes do corpo, é na cabeça, nas costas, estou tossindo muito também”, disse Ligia Orcine, psicóloga que aguardava o atendimento da Unimed.
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