COVID-19

Demanda é alta e testes de farmácias se esgotam sem previsão de novos lotes

Por Higor Goulart | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Testes realizados em farmácias são dos tipo rápido ou antígeno, ambos, sem estoque
Testes realizados em farmácias são dos tipo rápido ou antígeno, ambos, sem estoque

Após as comemorações de fim de ano, a demanda por testes de covid-19 tem sido altíssima. Seja em hospitais, laboratórios ou farmácias, dia após dia, centenas de pessoas – sintomáticas ou não – realizam testes. A procura tem sido tamanha que as drogarias de Franca já não têm dado conta e estão vendo seus testes acabarem.

Em duas redes de drogaria da cidade, Droga Raia e Drogaria São Paulo, quem tenta marcar um teste já não consegue. Na primeira, com mais de dez lojas em Franca, a resposta ao tentar contato pelo WhatsApp é simples: “Nossos testes acabaram”. Sem previsão, a drogaria aguarda a chegada de novos testes para atender aos pacientes.

A Drogaria São Paulo também já não tem mais estoque. Com agendamento apenas pelo site, a rede não disponibiliza mais o serviço em Franca. De acordo com farmacêutica da drogaria, a previsão é de que só tenham testes a partir da próxima quinta-feira, 13, mas ainda sem confirmação.

Além da demanda pelos testes, uma outra dificuldade tem sido enfrentada pelas farmácias: o aumento no preço dos fornecedores. Segundo um associado da Aprofran (Associação das Farmácias e Drogarias de Franca), que preferiu não se identificar, o custo tem sido altíssimo. “As empresas estão aumentando os custos dos testes, além de oferecerem pouca disponibilidade. Nós custamos comprar 50 testes”, relatou.

Diferente da situação das farmácias, o hospital Unimed/São Joaquim tem conseguido atender toda a demanda. Nos últimos dias, centenas de pessoas lotam diariamente a tenda de testagem do hospital, mas, de acordo com o presidente, Daniel Haber, “estamos sem problemas no abastecimento e temos uma boa contingência de testes”.

No Pronto-Socorro Municipal "Dr. Álvaro Azzuz", onde são realizados testes do tipo rápido, para pacientes com sintomas moderados e graves, e o teste RT-PCR, nos demais pacientes, o secretário de Saúde, Lucas Souza, afirmou que não existe risco atual de desabastecimento. “No momento, a Secretaria de Saúde tem um estoque suficiente de testes para detecção da covid. E, em curto espaço de tempo, não corremos risco de desabastecimento.”

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