MATERIAL ESCOLAR

Com diferença de até 33% nos preços, Procon avisa: 'Arma do consumidor é pesquisar'

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação
Luís Murari, diretor do Procon Franca, aconselha as pessoas pesquisarem antes de comprar os materiais escolares
Luís Murari, diretor do Procon Franca, aconselha as pessoas pesquisarem antes de comprar os materiais escolares
“Vou repassar alguns materiais que foram poucos utilizados pelo meu filho mais velho para o mais novo. Temos que procurar economizar”, disse o representante comercial Rodrigo Gonçalves, pai de dois meninos, um de 11 anos e outro de 5. Rodrigo é um entre tantos pais que vão às compras de materiais escolares neste começo de ano. 
 
Alguns produtos que compõem a lista de materiais escolares apresentam uma diferença de preço de até 33,74%, nas lojas do ramo em Franca, caso de uma caixa de lápis de cor, com 24 unidades. Uma pesquisa rápida entre três papelarias foi constatado que o mesmo produto pode ter uma diferença de R$ 15,15. Em um estabelecimento, a mesma caixa de lápis de cor, marca Faber Castell, custa R$ 29,80, em uma segunda loja o valor é de R$ 30,00 e numa terceira, R$ 44,95.
 
O caderno brochura, com 96 folhas, item obrigatório em todas as listas dos alunos dos primeiros anos do Ensino Fundamental, apresenta uma diferença de uma loja para a outra de 23%, variando entre R$ 10,00, R$ 11,95 e R$ 13,00 nas três papelarias consultadas na cidade.
 
O diretor do Procon de Franca, Luís Antônio Murari, diz que a arma do consumidor é pesquisar, já que os produtos não são tabelados. “O Procon sempre realiza pesquisas na intenção de nortear o consumidor sobre os locais onde ele possa comprar o material mais em conta e, com isso, economizar. Considerando que o produto não é tabelado, uma das principais orientações do Procon é pesquisar”.
 
Outros itens presentes na lista de produtos escolares, como o tradicional lápis preto (Faber Castell), borracha (média) e cola líquida (pequena), apresentam diferença de R$ 0,50 entre o mesmo produto e marca. 
 
Uma das alternativas para amenizar o impacto no orçamento dos pais, nesse começo de ano, é a reutilização de alguns materiais, promovendo a troca de livros usados com outros alunos. “Promover a troca de livros entre alunos é uma das recomendações que nós damos ao consumidor. Mas é importante que a pessoa verifique junto à escola se a lista é realmente necessária e se há possibilidade de adquirir apenas o material a ser utilizado no primeiro semestre”. 
 
Outra solução apontada por Murari é uma compra coletiva para um abatimento maior no desconto dos materiais. “Na primeira reunião, os pais poderiam criar um grupo de WhatsApp para promover uma compra coletiva. Quando a aquisição dos materiais acontece em grande quantidade, o consumidor tem poder de negociação, conseguindo um preço bem melhor com o fornecedor”.
 
O diretor do Procon de Franca lembra que as compras por internet podem demorar a chegar à casa do consumidor e sempre há cobrança de frete. “As compras por internet podem demorar a chegar. Precisa tomar cuidado com o frete também, o que encarece o valor do produto”.
 
Ao comprar a lista completa dos materiais escolares, normalmente, os comerciantes oferecem alguns descontos na compra à vista, parcelando também o valor da compra no cartão em até 3 vezes sem juros. 
 
Dicas de compra
  • Antes de ir às compras, é bom verificar quais dos produtos da lista de material o consumidor já possui em casa e, ainda, se estão em condição de uso, evitando assim, compras desnecessárias.
  • Promover a troca de livros didáticos entre alunos também garante economia.
  • Na lista de material, as escolas não podem exigir a aquisição de qualquer material escolar de uso coletivo (materiais de escritório, de higiene ou limpeza, por exemplo), conforme determina a Lei nº 12.886 de 26/11/2013.
  • Alguns estabelecimentos concedem bons descontos para compras em grandes quantidades, dessa forma pode ser interessante efetuar compras coletivas.
  • O consumidor deve sempre verificar se o estabelecimento pratica preço diferenciado em função do instrumento de pagamento (dinheiro, cheque, cartão de débito, cartão de crédito).

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