“Vou repassar alguns materiais que foram poucos utilizados pelo meu filho mais velho para o mais novo. Temos que procurar economizar”, disse o representante comercial Rodrigo Gonçalves, pai de dois meninos, um de 11 anos e outro de 5. Rodrigo é um entre tantos pais que vão às compras de materiais escolares neste começo de ano.
Alguns produtos que compõem a lista de materiais escolares apresentam uma diferença de preço de até 33,74%, nas lojas do ramo em Franca, caso de uma caixa de lápis de cor, com 24 unidades. Uma pesquisa rápida entre três papelarias foi constatado que o mesmo produto pode ter uma diferença de R$ 15,15. Em um estabelecimento, a mesma caixa de lápis de cor, marca Faber Castell, custa R$ 29,80, em uma segunda loja o valor é de R$ 30,00 e numa terceira, R$ 44,95.
O caderno brochura, com 96 folhas, item obrigatório em todas as listas dos alunos dos primeiros anos do Ensino Fundamental, apresenta uma diferença de uma loja para a outra de 23%, variando entre R$ 10,00, R$ 11,95 e R$ 13,00 nas três papelarias consultadas na cidade.
O diretor do Procon de Franca, Luís Antônio Murari, diz que a arma do consumidor é pesquisar, já que os produtos não são tabelados. “O Procon sempre realiza pesquisas na intenção de nortear o consumidor sobre os locais onde ele possa comprar o material mais em conta e, com isso, economizar. Considerando que o produto não é tabelado, uma das principais orientações do Procon é pesquisar”.
Outros itens presentes na lista de produtos escolares, como o tradicional lápis preto (Faber Castell), borracha (média) e cola líquida (pequena), apresentam diferença de R$ 0,50 entre o mesmo produto e marca.
Uma das alternativas para amenizar o impacto no orçamento dos pais, nesse começo de ano, é a reutilização de alguns materiais, promovendo a troca de livros usados com outros alunos. “Promover a troca de livros entre alunos é uma das recomendações que nós damos ao consumidor. Mas é importante que a pessoa verifique junto à escola se a lista é realmente necessária e se há possibilidade de adquirir apenas o material a ser utilizado no primeiro semestre”.
Outra solução apontada por Murari é uma compra coletiva para um abatimento maior no desconto dos materiais. “Na primeira reunião, os pais poderiam criar um grupo de WhatsApp para promover uma compra coletiva. Quando a aquisição dos materiais acontece em grande quantidade, o consumidor tem poder de negociação, conseguindo um preço bem melhor com o fornecedor”.
O diretor do Procon de Franca lembra que as compras por internet podem demorar a chegar à casa do consumidor e sempre há cobrança de frete. “As compras por internet podem demorar a chegar. Precisa tomar cuidado com o frete também, o que encarece o valor do produto”.
Ao comprar a lista completa dos materiais escolares, normalmente, os comerciantes oferecem alguns descontos na compra à vista, parcelando também o valor da compra no cartão em até 3 vezes sem juros.
Dicas de compra
- Antes de ir às compras, é bom verificar quais dos produtos da lista de material o consumidor já possui em casa e, ainda, se estão em condição de uso, evitando assim, compras desnecessárias.
- Promover a troca de livros didáticos entre alunos também garante economia.
- Na lista de material, as escolas não podem exigir a aquisição de qualquer material escolar de uso coletivo (materiais de escritório, de higiene ou limpeza, por exemplo), conforme determina a Lei nº 12.886 de 26/11/2013.
- Alguns estabelecimentos concedem bons descontos para compras em grandes quantidades, dessa forma pode ser interessante efetuar compras coletivas.
- O consumidor deve sempre verificar se o estabelecimento pratica preço diferenciado em função do instrumento de pagamento (dinheiro, cheque, cartão de débito, cartão de crédito).
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