O prefeito Alexandre Ferreira (MDB) anunciou nesta sexta-feira, 7, o aumento da tarifa dos ônibus da empresa São José, responsável pelo transporte público de Franca, para R$ 5.
Alexandre participou de uma reunião extraordinária online convocada pelo Conselho Municipal de Trânsito para a discussão da tarifa do transporte coletivo urbano. De imediato, o prefeito descartou aplicar o reajuste apontado pelo estudo técnico para R$ 7,25.
Os conselheiros ainda discutiram com o prefeito formas de compensação tarifária, como a possibilidade do pagamento de subsídio por parte do Poder Público e a reposição da inflação do período, o que elevaria a tarifa para cerca de R$ 5,40.
Os conselheiros ainda discutiram com o prefeito formas de compensação tarifária, como a possibilidade do pagamento de subsídio por parte do Poder Público e a reposição da inflação do período, o que elevaria a tarifa para cerca de R$ 5,40.
O Chefe do Executivo francano não concordou com as propostas sugeridas e explicou aos participantes os entraves jurídicos que impedem que a Prefeitura invista em subsídio para o complemento da tarifa. Após discussões sobre valores já reajustados nos últimos dias por outras cidades como Araraquara, que anunciou, nesta semana, o aumento da tarifa para R$ 5, houve consenso de que o reajuste era inevitável, mas que o valor praticado deveria estar dentro dos parâmetros aplicados pelos demais municípios.
Diante das explanações, será publicado decreto no Diário Oficial do Município, neste sábado, 8, que fixará o valor da tarifa do serviço de transporte coletivo urbano em R$ 5. A vigência começa cinco dias após a publicação. As gratuidades permanecem inalteradas.
Ultimo reajuste
O Conselho Municipal de Trânsito e Transportes havia encaminhado à Prefeitura e à Câmara Municipal, no final do ano passado, um estudo indicando que a tarifa técnica deveria ser reajustada para R$ 7,25, conforme o índice oficial da Agência Nacional de Transporte Público (ANTP), alterando o valor atual de R$ 4,30.
Após o levantamento, o colegiado propôs alternativas sobre o desequilíbrio econômico-financeiro ocasionado pelos reajustes dos insumos, combustível, redução na quantidade de passageiros e pandemia da Covid-19. O último reajuste da tarifa foi parcial e ocorreu em 2019. Cerca 45% dos passageiros transportados possuem algum tipo de isenção ou redução no valor da passagem.
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