Somente um adjetivo é capaz de descrever a situação nos hospitais particulares e Pronto-Socorro 'Dr. Álvaro Azzuz': abarrotados. Em razão do grande aumento nos casos de síndrome gripal, as áreas reservadas para atendimento e testagem de pessoas com sintomas de covid-19 já não têm dado conta do recado. Durante a manhã desta quinta-feira, 6, centenas de pessoas aguardavam nos salões do hospital Unimed/São Joaquim e PS 'Dr. Álvaro Azzuz'.
No hospital Unimed/São Joaquim, as áreas de atendimento e testagem são distintas. Mesmo assim, pelo menos 150 pessoas aguardavam em cada um dos pontos. No Hospital Regional, do grupo HapVida, durante toda a manhã 200 pessoas foram até o local para atendimento de casos de síndrome respiratória. No hospital, não é realizada testagem.
A atendente Gabriela Cristina, de 22 anos, chegou por volta das 10h30 e aproximadamente 100 pessoas estavam à sua frente. “Semana passada passei a espirrar e a tossir muito. Aí, na segunda-feira comecei a ter dor de cabeça e no corpo ”. Além dela, a sua namorada e o seu pai também apresentavam suspeita.
A jovem demonstra preocupação com a situação atual da pandemia e a superlotação nos hospitais. “Antes de vir, deixei meu pai no 'Janjão' e vim aqui para a Unimed. Tanto lá quanto aqui o atendimento está muito demorado, mesmo pagando particular. Então, me preocupa muito essa situação ”.
No Pronto-Socorro, onde o pai de Gabriela ficou, a situação era parecida, com idosos aguardando por atendimento no salão da unidade. Por conta da chuva, uma enorme aglomeração foi vista, com muitos francanos sentados ao chão, além de muitos em pé, já que as instalações disponíveis não atendiam toda a demanda.
Movimento no salão do Pronto Socorro 'Dr. Alvaro Azzuz', durante a manhã desta quinta-feira, 6
Com uma demanda bem maior do que a capacidade da unidade pré-hospitalar, a demora no atendimento ficou evidente. Layane Vioto, de 24 anos, ficou quase 4 horas esperando até ser atendida por um médico. A jovem chegou por volta das 7h e só foi embora às 11h. “Depois que me chamaram, o atendimento foi eficiente, só que demoraram muito para chamar. Acho que poderiam melhorar essa questão”.
O movimento intenso no PS fez até desanimar Layane de realizar um teste de covid-19. Ela conta que voltará na sexta-feira, 7, mas, devido à demora para divulgação do resultado, também realizará um exame particular. “Vou voltar só amanhã, porque hoje está muito cheio. Mas vou também procurar um laboratório. Não tem como ficar esperando o resultado, até porque tenho filhos e família. Não posso esperar”.
Laboratórios
Responsáveis ??apenas pela testagem, os laboratórios de Franca também tiveram um aumento relativo no movimento. No laboratório do grupo Sabin, a demanda de testes nos primeiros seis dias de janeiro já foi maior do que todo o mês de dezembro do último ano, segundo a gestora administrativa do laboratório, Silvia Bittar.
O aumento também foi significativo no número de casos positivos, com uma média de 20%. Apesar de parecer baixo, o número preocupa, ainda mais que os casos negativos são muito por conta do comportamento das pessoas que vão até o laboratório realizar testes.
“Muitas pessoas realizam teste só porque tiveram um pequeno contato com alguém que testou positivo. Caso tenham que realizar teste, o recomendado é que façam entre o sexto e oitavo dia após o isolamento da pessoa que testou positivo ”, explicou.
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