DISPAROU

Encher o tanque com gasolina está R$ 103 mais caro em Franca

Por | da Redação com Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo/GCN
Preço do combustível disparou neste ano e pesou no bolso do consumidor
Preço do combustível disparou neste ano e pesou no bolso do consumidor

O francano nunca pagou tanto para abastecer o carro como neste ano que termina. Em 2021, o aumento no preço da gasolina foi de 55% nos postos da cidade. O valor do litro do etanol subiu ainda mais, cerca de 75%.

Em dezembro de 2020, os postos de Franca cobravam, em média, R$ 4,168 pelo litro da gasolina – R$ 2,30 a menos que agora: R$ 6,468. No ano passado, o valor do combustível era ainda menor que em dezembro de 2019, quando custava R$ 4,459 nas bombas.

Os valores fazem parte do levantamento de preços feito pela ANP (Agência Nacional do Petróleo e Biocombustíveis) junto aos estabelecimentos de 105 municípios de São Paulo, além de outras cidades dos demais Estados brasileiros.

A pesquisa aponta que o francano gasta agora R$ 291,06 para encher um tanque de 45 litros com gasolina. Há um ano, o total era de R$ 187,56 – R$ 103,50 a menos.

Etanol

Enquanto o preço da gasolina subiu 55%, o valor cobrado pelo etanol em Franca disparou 74%. O litro do biocombustível custa R$ 5,169, em média, contra R$ 2,963 no ano passado – praticamente os mesmos R$ 2,962 de 2019. O tanque cheio de álcool sai hoje por R$ 232,60, quase R$ 100 a mais que em dezembro de 2020.

O etanol em Franca é o sexto mais caro do Estado, perdendo apenas para municípios do Litoral. Nas maiores cidades da região, o combustível é vendido por R$ 4,80, em média. O preço da gasolina está entre os 20 mais altos de São Paulo.

Brasil

Levantamento feito pela Ticket Log aponta que o preço da gasolina fechou 2021 com alta de 46,7% nos postos brasileiros. Já o preço do etanol hidratado subiu 56,5% nas bombas neste ano.

Ambos os aumentos são menores que os registrados em Franca, mas a alta é bem superior à inflação do período: em dezembro, o IPCA-15, prévia da inflação oficial, acumulou alta de 10,42% em 12 meses, o maior índice em seis anos. A escalada dos preços dos combustíveis foi um dos principais motores da alta no indicador.

Os valores, porém, recuaram ligeiramente neste mês. O chefe da área de Mercado Urbano da Edenred Brasil, Douglas Pina, diz que o resultado da pesquisa indica tendência de estabilidade no ritmo de alta dos preços. "Porém, as médias continuam elevadas e o valor da gasolina e do etanol ainda pesa no bolso dos motoristas brasileiros", afirmou.

A escalada dos preços acompanhou a recuperação das cotações internacionais do petróleo após as restrições à circulação de pessoas no início da pandemia e a desvalorização do real frente ao dólar em meio a crises institucionais no país.

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