Cenas comuns e conhecidas da maioria das pessoas em dezembro são os corredores de lojas lembrando formigueiros, filas em hipermercados, horários estendidos no comércio e trabalho dobrado para comerciantes e funcionários. Haja disposição e organização para dar conta de tanta demanda. Mas quem pensa que toda essa movimentação termina na véspera do Natal, está enganado.
Passadas a data festiva e as típicas entregas de presentes, o primeiro dia útil após o feriado, no caso esta segunda-feira, 27, é o momento dos “ajustes” nos tamanhos, modelos, cores e gostos referentes aos mimos recebidos.
Pronto, está dada a largada do troca-troca de produtos no comércio, e não é pouca gente que recorre à medida – a CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) fala que o índice de trocas pode chegar a 40%–, o que rendeu à data o apelido de “dia mundial da troca”.
Maurício Ramos, presidente da CDL, disse que nem todos os produtos são passíveis de substituições obrigatórias, mas que a prática vale a pena para os dois lados do balcão. “Bom senso por parte do lojista e do consumidor leva à troca sem nenhum obstáculo", diz ele.
"O lojista, além de fazer uma fidelidade com o seu cliente, ainda faz uma nova venda e prepara a sua venda para o fim do ano. Esse bom senso é o melhor caminho, já que 40% dos consumidores que receberam um presente acabam indo para as lojas para fazer trocas e outras compras para o fim do ano”, afirma Ramos.
"O lojista, além de fazer uma fidelidade com o seu cliente, ainda faz uma nova venda e prepara a sua venda para o fim do ano. Esse bom senso é o melhor caminho, já que 40% dos consumidores que receberam um presente acabam indo para as lojas para fazer trocas e outras compras para o fim do ano”, afirma Ramos.
Para ele, boas trocas formam bons clientes. “Nós, lojistas, temos que aproveitar essa ocasião. Não podemos simplesmente aderir só ao código do consumidor (se recusando a fazer determinadas trocas) e não fidelizar nosso consumidor. Uma boa troca é um bom cliente satisfeito”, diz.
Aparentemente ele tem razão quando diz que a troca deve contemplar também artigos em perfeitas condições, já que nem sempre, ou provavelmente na maioria dos casos, o motivo da troca está relacionado a eventuais defeitos de fabricação.
Um exemplo pode ser visto na manhã desta segunda-feira no calçadão do Centro de Franca. Em frente à uma loja de utilidades, Maria Arcângelo, 57, não carregava nenhum produto com defeito.
Ela tentaria trocar ao menos uma das três panelas de pressão que disse ter ganhado após “soprar” para a família que precisava de uma nova para fazer o feijão de todos os dias. “Ficaram com medo de não ter mais feijão”, afirmou com bom humor.
Ela tentaria trocar ao menos uma das três panelas de pressão que disse ter ganhado após “soprar” para a família que precisava de uma nova para fazer o feijão de todos os dias. “Ficaram com medo de não ter mais feijão”, afirmou com bom humor.
Vendedora do setor de presentes do Magazine Luiza do Centro, Keila Crispoline disse que substituições de presentes intactos são frequentes e algumas delas acabam sendo inusitadas.
“Temos casos de crianças que ganham alguma roupa, vêm com os pais para trocar o tamanho, mas chegam aqui e querem trocar por brinquedo. Em alguns casos, os pais trocam, em outros trocam por roupa mesmo, mas levam também o brinquedo que a criança quer”, afirmou, citando ainda outras situações em que o consumidor troca artigos de setores bem distintos, como roupas por aparelho de jantar.
“Temos casos de crianças que ganham alguma roupa, vêm com os pais para trocar o tamanho, mas chegam aqui e querem trocar por brinquedo. Em alguns casos, os pais trocam, em outros trocam por roupa mesmo, mas levam também o brinquedo que a criança quer”, afirmou, citando ainda outras situações em que o consumidor troca artigos de setores bem distintos, como roupas por aparelho de jantar.
Área comercial de Franca nesta segunda-feira: trocas de presentes e reabertura de agências bancárias deixaram a região central da cidade movimentada
Como citado pelo presidente da CDL, os mais experientes sabem que o momento da troca pode se perfazer em uma ótima nova venda e clientes mais satisfeitos com a experiência de compra. O gerente adjunto do Magalu, Carlos Henrique Lourenço, diz que a prática é relativamente comum.
“Aqui temos um setor especializado (de trocas) para este tipo de atendimento para dedicar atenção a esse cliente. Na ocasião da venda, não só informamos sobre a opção de troca como até já colocamos uma etiqueta de troca sem o preço quando o cliente nos informa que é algo para presente”, disse.
Também pontos de grande concentração de pessoas por volta das 10h30 eram as frentes de bancos na região central da cidade. Em frente à Caixa Federal da praça Nossa Senhora da Conceição, a fila ultrapassava a porta da agência e cerca de 20 pessoas esperavam nas escadarias pela vez de ser atendido.
No shopping
Enquanto no comércio de rua a movimentação começou pela manhã, inclusive resultando em poucas vagas para estacionar veículos nas vias e nos estacionamentos privados, no Franca Shopping a circulação de pessoas era bem discreta antes do meio-dia.
A assessoria de comunicação do centro comercial não informou um balanço sobre a movimentação dos últimos dias na percepção dos lojistas.
A assessoria de comunicação do centro comercial não informou um balanço sobre a movimentação dos últimos dias na percepção dos lojistas.
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