O médico Homero Antônio Rosa Junior, da Vigilância Epidemiológica de Franca, disse nesta quinta-feira, 23, que Franca e a região planejam criar uma estratégia de contenção, “caso a situação fique perto de um descontrole”, referindo-se à ocorrência da variante Ômicron do coronavírus no Interior Paulista.
“Quem precisa se preocupar é quem não tomou vacina contra a covid-19", afirmou ele. "Quem está vacinado acaba tendo proteção cruzada. A vacina é a proteção que todos sonhavam, e ela está aí, disponível".
“Quem precisa se preocupar é quem não tomou vacina contra a covid-19", afirmou ele. "Quem está vacinado acaba tendo proteção cruzada. A vacina é a proteção que todos sonhavam, e ela está aí, disponível".
Sua posição é de que a situação está sob controle. "A Ômicron não é ainda uma preocupação aguda, ainda não se tem uma preocupação grande com a possibilidade de aumento de casos graves. Estamos acompanhando semanalmente, como sempre fizemos”.
Ele analisa com tranquilidade o surgimento da nova cepa. “É um ciclo natural de um vírus novo na natureza apresentar modificações genéticas para continuar tentando sobreviver na população. Sabemos que a Ômicron tem uma transmissão muito alta, mas ela não tem uma agressividade aparente tão alta”, afirmou.
No Interior
Após Limeira, Ribeirão Preto e Pradópolis, Araraquara confirmou, nesta quarta-feira, 22, a chegada da variante Ômicron do coronavírus na cidade, elevando para quatro pelo menos as cidades do interior de São Paulo com casos positivos da doença.
Após Limeira, Ribeirão Preto e Pradópolis, Araraquara confirmou, nesta quarta-feira, 22, a chegada da variante Ômicron do coronavírus na cidade, elevando para quatro pelo menos as cidades do interior de São Paulo com casos positivos da doença.
A confirmação em Araraquara, cidade a 175 km de Franca, comunicada pela prefeitura, chega com a informação de que, entre os pacientes, está uma criança de 7 anos. Os outros dois casos positivos para ômicron são de dois homens, de 26 e 52 anos.
Ainda segundo a Prefeitura de Araraquara, todos os pacientes passam bem e não precisaram ser hospitalizados. Os dois adultos já tinham recebido duas doses de um dos imunizantes disponíveis.
O sequenciamento genômico do vírus foi feito pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Botucatu em amostras coletadas entre 9 e 17 de dezembro. A predominância da doença na cidade ainda é da variante delta (75% das amostras enviadas).
A nova variante Ômicron, que foi identificada em 25 de novembro, tem gerado preocupação e medidas restritivas em diversos países, principalmente porque estudos recentes apontam que ela é capaz de driblar a proteção conferida por duas doses de imunizantes, ou pela vacina de dose única.
O diretor-geral da OMS (Organização Mundial de Saúde), Tedros Adhanom, demonstrou preocupação com a proliferação de covid-19 causada pela Ômicron em várias partes do mundo e pediu, no início da semana, para que as famílias cancelem as celebrações de Natal. “Todos queremos passar tempo com a família e amigos. Mas um evento cancelado é melhor do que uma vida cancelada”, disse. Tedros disse que a Ômicron se espalha muito mais rapidamente que a variante delta.
Por conta da chegada da Ômicron e com o objetivo de reforçar a proteção da população, o Governo de São Paulo anunciou no último dia 20 a prorrogação, até 31 de janeiro de 2022, da obrigatoriedade do uso de máscara em espaços coletivos.
Em Ribeirão Preto, após a confirmação do primeiro caso de paciente infectado com a variante ômicron do coronavírus, a prefeitura publicou um decreto que, segue a determinação do Estado e prorroga uso obrigatório de máscaras em ambientes abertos e fechados, também até 31 de janeiro próximo.
Na capital paulista, a prefeitura anunciou que prepara seu sistema de Saúde para lidar com uma possível alta de casos em janeiro em razão da chegada da nova variante.
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