O secretário especial de Cultura, Mario Frias, relatou no Twitter que sua esposa, Juliana Camatti, e a filha mais nova, Laura, "foram expulsas" de um hotel no Rio de Janeiro por não apresentarem passaporte vacinal, documento necessário para comprovar que estão com a vacinação contra o coronavírus em dia. Ele não disso o nome do hotel.
Frias afirmou que foi surpreendido com a determinação do hotel de não hospedar Juliana e Laura. Sem citar nominalmente o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), o secretário se referiu ao político como um "burocrata de merda" que "se comporta como um tirano de bordel".
Irritado, Mario Frias afirmou que o decreto que exige passaporte de vacinação é criminoso e relatou na rede social que sua mulher e sua filha não foram aceitas em hotel no Rio de Janeiro por não terem comprovante de vacinação.
"Descobri que isso se deu por causa de um decreto criminoso, onde um burocrata de merda se comporta como um tirano de bordel. É inacreditável o rumo que o mundo está tomando!", publicou ele na rede social.
O secretário também afirmou que irá processar "todos os responsáveis por esse ato". "Vocês não irão tomar minha liberdade e da minha família sem que eu lute por ela. Vagabundos."
Esta não é a primeira vez que Frias se coloca contra o passaporte da vacina. Ele assinou uma portaria que proíbe os proponentes de projetos culturais que captam recursos via Lei Rouanet de adotar o passaporte sanitário, "para a execução ou participação de evento cultural a ser realizado, sob pena de reprovação do projeto cultural e multa" no começo de novembro.
O passaporte da vacina consiste na obrigatoriedade da apresentação de comprovante de vacinação por parte de pessoas que visitam exposições, shows e demais eventos em equipamentos públicos que promovem aglomeração de pessoas.
No Twitter, Frias afirmou na ocasião que a proibição do passaporte da vacina "visa garantir que medidas autoritárias e discriminatórias não sejam financiadas com dinheiro público federal e violem os direitos mais básicos da nossa civilização".
Ainda no fim de setembro deste ano, ele afirmou que não permitirá a adoção dos chamados "passaportes da vacina" em espaços culturais vinculados à União.
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