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Hábitos saudáveis são necessários para curtir o verão

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Divulgação

Com a queda nos indicadores de contaminação e mortalidade relacionados à Covid-19, estima-se que neste verão as praias e os espaços abertos voltarão a ser ocupados com muito mais intensidade. Por isso, a saúde da pele voltou a ser preocupação entre os médicos, afinal, o câncer de pele é o tipo de câncer mais frequente no Brasil e corresponda a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país.

De acordo com a médica dermatologista da Unimed Franca, Dra. Rita Silvestre Moscardini, o sol tem efeitos positivos e negativos, já que ajuda o corpo a produzir Vitamina D, importante para ossos e músculos, mas também danifica o DNA da célula, principalmente nas áreas mais expostas. “No verão, aumentamos a produção de endorfinas, o que favorece inclusive na disposição, mas não podemos esquecer dos efeitos nocivos do sol e por isso a proteção com filtro solar, roupas apropriadas e boné é tão importante”, diz.

Proteção solar
No verão precisamos intensificar a proteção e, principalmente, o uso de filtro solar, que deve ter fator de proteção solar (FPS) 30 ou superior, além de proteger contra os raios UVA e UVB. Em crianças, o uso do filtro solar deve ser iniciado a partir dos seis meses de idade, com um protetor adequado para pele mais sensível e recomendado pelo pediatra ou dermatologista.

“O filtro solar se tornou mais popular na última década, mas apenas mulheres e crianças são mais adeptas ao uso, já que os produtos são apresentados com vários outros benefícios além da proteção solar, como hidratação, tratamento de espinhas, clareamento de mancha, entre outros”, comenta a médica.

Hábitos saudáveis
As altas temperaturas exigem hidratação redobrada – por dentro e por fora. Por isso, é necessário aumentar a ingestão de líquidos, como água, sucos naturais e água de coco; além de aplicar um bom hidratante para garantir a umidade da pele.

“Vivemos em uma região em que precisamos dar preferência a roupas mais leves e evitar tecidos sintéticos e escuros, que absorvem mais calor. Quanto mais suamos, mas riscos corremos de ter micose, algo que está muito relacionado à roupa que usamos”, explica Dra. Rita.

Outro ponto importante que precisa ser abordado é a alimentação. “No verão o melhor é consumir alimentos leves, como frutas, legumes e verduras, algo que ajuda a ter uma vida mais saudável no verão”, destaca.

No banho recomenda-se usar sabonetes que sejam compatíveis com o tipo de pele, com água em temperatura fria ou morna, para evitar o ressecamento.

Doenças de pele
A combinação de sol, areia, mar, piscina e suor elevam os riscos de algumas doenças de pele, como brotoejas, manchas, acne solar, além das micoses. “Também precisamos lembrar que a exposição solar longa, aquela que acontece por toda a vida, principalmente quando não existia se tinha o hábito de usar filtro solar, pode prejudicar muito a saúde”, completa a dermatologista.

Segundo ela, a pessoa que toma sol sem proteção por muitos anos, pode apresentar manchas, rugas, redução da imunidade, verrugas, além de tendencia a de desenvolver lesões de câncer de pele em áreas mais expostas, como colo, mãos e orelha.

Câncer de pele: Melanoma e não melanoma
Existem dois tipos de câncer de pele, o melanoma e o não melanoma. Segundo o instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de pele melanoma tem origem nos melanócitos (células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele) e é mais frequente em adultos brancos. O melanoma pode aparecer em qualquer parte do corpo, na pele ou mucosas, na forma de manchas, pintas ou sinais. Nos indivíduos de pele negra, ele é mais comum nas áreas claras, como palmas das mãos e plantas dos pés.

Já o câncer de pele não melanoma apresenta altos percentuais de cura, se for detectado e tratado precocemente. Entre os tumores de pele, é o mais frequente e de menor mortalidade, porém, se não tratado adequadamente pode deixar mutilações bastante expressivas.

Em Franca
Ainda segundo a dermatologista, casos de doenças de pele, com destaque para o câncer de pele, são comuns em Franca. “Pessoas na faixa dos 70 e 80 anos que se expuseram muito ao sol são as mais afetadas atualmente”, diz.

O melanoma é o mais comum na região e ele geralmente surge a partir de uma pinta, sem que a pessoa tenha uma lesão anterior. “Essa pinta vai crescendo, pode coçar, ficar mais escura e se transformar em um câncer”, conclui Dra. Rita.

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