CONTAGEM REGRESSIVA

Ativistas vão para as ruas pelo fim da violência contra as mulheres

Por Melissa Toledo | especial para o GCN
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/Mulheres do Brasil
Manifestantes participam da caminhada pelo fim da violência contra as mulheres em 2018: neste domingo, há nova mobilização
Manifestantes participam da caminhada pelo fim da violência contra as mulheres em 2018: neste domingo, há nova mobilização

Com a publicação em redes sociais de uma listagem que traz os nomes de pelo menos cinco francanas mortas nos últimos dois anos, vítimas de feminicídio, representantes do Grupo Mulheres do Brasil em Franca fazem um apelo para que a população participe da quarta Caminhada pelo Fim da Violência contra Mulheres e Meninas.

O evento acontece neste domingo, 5, a partir das 9 horas, quando os participantes vão se reunir, às 9 horas, em frente à Concha Acústica, na Praça Nossa Senhora da Conceição.

Em seguida, às 9h30, uma caminhada com o tema Vida e Dignidade para todas percorrerá ruas da região central de Franca em um percurso de dois quilômetros e 200 metros, passando pelas ruas Monsenhor Rosa, General Carneiro, Padre Anchieta, Presidente Vargas, e com término previsto em frente à escola estadual João Marciano de Almeida.

Em memória de Thabata Caroline Gonzales Silva, Maria Luci de Oliveira, Maria Lúcia de Jesus Oliveira, Janaína de Oliveira Carrijo e Jessica Carloni, todas mortas entre 2020 e este ano, o grupo pretende mostrar a “força da indignação”.

A ação faz parte da campanha internacional da ONU 16 Dias de Ativismo: pelo fim da violência contra mulheres, lutando pelo fim da violência contra as mulheres.

Segundo Bel Balieiro, líder do comitê de comunicação do grupo, a organização pede que os participantes se vistam com uma camiseta ou use alguma peça na cor alaranjada, além de levarem suas próprias garrafas de água e, necessariamente, usarem máscaras.

Ela disse que a intenção é promover uma mobilização social visando o engajamento na defesa da mulher. “É uma forma de a gente mobilizar a população para que todos prestem atenção naquilo que está a sua volta. Por isso, sempre colocamos em nossas peças de comunicação ‘meta a colher’, que é para dizer para as pessoas que quando virem alguma coisa (relacionada à violência conta a mulher) reajam, ofereçam apoio a essa mulher vitimizada”, afirmou.

Luta no Brasil e no mundo
O evento acontece simultaneamente em vários pontos do país e no exterior com ações alusivas ao tema. No Brasil, mais de 40 cidades devem participar da mobilização.

O Grupo Mulheres do Brasil lembra que as estatísticas da violência contra as mulheres são alarmantes. Dados da ONU mostram que cerca de 70% das mulheres sofrem algum tipo de violência ao longo da vida, apenas por causa de seu gênero. A violência de gênero é considerada pela organização uma pandemia global.

A chegada da pandemia tornou a situação de violência doméstica um drama ainda mais severo. Segundo o Ministério da Família, houve um crescimento de 6% no número de casos de feminicídios.

Segundo Luiza Helena Trajano, presidente do Grupo Mulheres do Brasil, será uma grande mobilização que colocará nas ruas a voz de todas as pessoas, pedindo um basta aos índices inaceitáveis da violência contra as mulheres. “Durante a pandemia, a violência contra as mulheres cresceu 20% nas cidades brasileiras. Não podemos assistir a isso passivamente. Temos que mudar essa realidade urgente. É a união de toda a sociedade por uma causa global”, disse.

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