A cidade de Franca não terá festa de réveillon na virada de 2021 para 2022. A informação já havia sido adiantada pelo prefeito Alexandre Ferreira (MDB) em entrevista ao GCN na semana passada e foi reafirmada por sua assessoria nesta quinta-feira, 2.
Questionada sobre um possível endurecimento no regramento para realização de grandes eventos particulares, a Prefeitura não respondeu até esta publicação. Na região, a mesma decisão sobre não realização das festividades públicas de réveillon vai ganhando coro entre as Prefeituras.
Em Patrocínio Paulista, onde a festa de virada de ano promovida pela Prefeitura tradicionalmente acontece no Centro de Recreação e Lazer do Marumbé, com shows e barracas de alimentação, não haverá nenhuma programação promovida pela administração.
Segundo a assessoria de Comunicação da Prefeitura, réveillon e carnaval já estão descartados e a administração aguardará atualizações no quadro da pandemia para decidir sobre as comemorações do aniversário da cidade, em 10 de março.
Em Restinga, a prefeita Karla Montagnini Ferracioli (PTB) seguiu a tendência da região e suspendeu todos eventos da virada.
Ribeirão Corrente anunciou oficialmente no início da tarde desta quinta o cancelamento das comemorações públicas do réveillon e também do carnaval por conta da atual situação da pandemia do novo coronavírus em todo o país.
A prefeita Aninha Montanher demonstrou preocupação com a chegada da variante Ômicron ao Brasil. "Temos profundo e incondicional respeito pela saúde e pela vida humana. Após nossa campanha de vacinação, percebemos uma significativa queda nos casos e internações em decorrência da Covid-19. Porém, com casos confirmados da variante Ômicron no país, solicitamos de imediato um parecer dos órgãos sanitários e de saúde de Ribeirão Corrente e as recomendações foram unânimes: cancelar pelo menos essas duas próximas festividades", disse a prefeita.
Cristais Paulista ainda avalia se vai ter ou não carnaval e réveillon. Em Batatais, onde o cancelamento do carnaval 2022 já foi anunciado, a Prefeitura foi questionada, mas ainda não se posicionou sobre a realização de eventos públicos no fim de ano.
Altinópolis, a 80 quilômetros de Franca, foi além. Mais do que cancelar eventos de réveillon e carnaval, desistiu também de fazer sua tradicionalíssima Festa de Santos Reis, que anualmente em janeiro lota a praça central da cidade, onde se concentram companhias de cantorias de diferentes partes de São Paulo e Minas Gerais.
“Embora o município de Altinópolis tenha apresentado uma melhora significativa de casos de covid, não podemos desprezar o fato de ainda estarmos vivendo um período de pandemia. Por essa razão, e em respeito às vítimas da covid-19, indo na mesma direção dos municípios da nossa macrorregião, decidimos que Altinópolis não irá promover réveillon, Festa de Reis e carnaval”, disse o prefeito José Roberto Ferracin Marques (PSD).
Capitais
Parte dessas e outras cidades do interior reverberam a decisão desta quinta adotada pela Prefeitura de São Paulo, que anunciou o cancelamento do réveillon 2022, incluindo a tradicional festa da Avenida Paulista, sob a justificativa de que o resultado de um estudo sobre a situação epidemiológica da cidade, feito pela própria gestão municipal, apontou necessidade de cautela.
Assim como a capital de SP, pelo menos outras 17 capitais do país já desistiram total ou parcialmente da programação pretendida para o réveillon por conta da covid ou sequer haviam planejado festejar: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, João Pessoa, Natal, Palmas, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Luís e Vitória.
Rio de Janeiro, Manaus, Porto Velho e Maceió planejam fazer o evento e ainda não há definição se haverá a festa em Teresina, Macapá, Rio Branco, Goiânia e Boa Vista.
Máscaras seguem obrigatórias
Nesta quinta, o governador João Doria (PSDB) decidiu atender recomendação do Comitê Científico de SP para manter a exigência do uso de máscara em espaços abertos no Estado.
Com a confirmação da variante Ômicron do coronavírus em São Paulo, o órgão técnico pediu a manutenção da obrigatoriedade, fazendo o Governo do Estado recuar da decisão que previa a flexibilização da medida a partir do próximo dia 11.
Segundo o Comitê Científico, há incertezas quanto ao impacto da variante Ômicron às vésperas do fim de ano. “Decidimos adotar essa medida por prudência com o cenário epidemiológico no Estado. Todos os números demonstram que a pandemia está recuando em São Paulo, mas vamos optar pela precaução. O nosso maior compromisso é com a saúde da população”, disse Doria.
Chegada da Ômicron
O Brasil já registrou três infectados pela nova variante, todos no Estado de São Paulo. Os dois primeiros infectados pela Ômicron são um casal de brasileiros que foi imunizado com a vacina de dose única da Janssen, na África do Sul, de onde vieram e desembarcaram no aeroporto de Guarulhos em 23 de novembro. O terceiro caso foi confirmado nesta quarta, 1º.
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