PRAÇA DO ITAÚ

Alexandre recua e prorroga prazo para retirada de camelôs irregulares

Por Melissa Toledo | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Dirceu Garcia/GCN
Camelôs foram até a Prefeitura pedir para que o prefeito Alexandre Ferreira revisse sua posição
Camelôs foram até a Prefeitura pedir para que o prefeito Alexandre Ferreira revisse sua posição

Após dizer ao GCN, no início da tarde desta segunda-feira, 29, que as barracas na Praça Dom Pedro II identificadas como irregulares pela Prefeitura de Franca teriam de ser retiradas do local até 5 de dezembro, o prefeito Alexandre Ferreira (MDB) mudou sua decisão.

Dizendo-se sensibilizado com o pedido feito pelos camelôs, ele autorizou que os comerciantes continuem com suas atividades na área pública, popularmente identificada como “Praça do Itaú”, até o último dia deste ano.

“Me sensibilizei muito com o pedido de 13 vendedores do mercado popular urbano que não conseguiram se regularizar, mesmo com todas as possibilidades dos últimos quatro meses, que demos a eles. Dos 116, apenas 13 não conseguiram se encaixar nas regras previstas na legislação existente”, disse o prefeito, citando que 2021 foi um ano muito sofrido para todos por conta da pandemia da Covid-19.

A decisão de Alexandre atende ao pedido feito por camelôs como Elaine Pereira, que sob o sol do meio-dia, ao lado de alguns de seus companheiros de trabalho, aguardavam o prefeito em frente à sede da Prefeitura para clamar pela prorrogação do prazo, nesta segunda. “É nosso sustento, sabemos que temos que sair, mas esta época de fim de ano é quando mais vendemos. Nós precisamos ficar”, disse.

Ela é uma entre os 13 comerciantes citados pelo prefeito, que, desde setembro, quando a Prefeitura realizou um censo e constatou as irregularidades, têm tentado lutar pela regularização e manter o trabalho.

Das 106 barraquinhas instaladas na Praça Dom Pedro II, 31 foram identificadas como irregulares pela Prefeitura. Com a imposição, alguns desses desistiram do trabalho no Mercado Popular Urbano. Sobraram 13, que, desde setembro, quando a Prefeitura realizou um censo e constatou as irregularidades, têm tentado se regularizar e manter o trabalho que, no caso de alguns, foi dedicada toda uma vida.

“É uma ação que pode ajudar a família deles. Inclusive, adiamos para 5 de janeiro as obras de acessibilidade nas praças, que se a gente fizesse agora inviabilizaria a venda deles para o Natal. Então, para não prejudicá-los neste final de ano, nós jogamos para janeiro. As praças serão remodeladas, com acessibilidade, com banheiros, com iluminação nova, vai ficar muito bonito”, disse Alexandre.
 
Ele ainda destacou um programa do município para a regularização dos ambulantes. “A Prefeitura ofereceu e oferece para qualquer empreendedor trabalhar dentro da lei, inclusive dentro do Mercado Popular Urbano, com todos os direitos preservados aqui pelo Programa Venda Legal, incluindo ajuda financeira pelo Banco do Povo. Eu me sensibilizei muito com a situação, mas é preciso que todos se formalizem para estar dentro da lei. Este prazo não será prorrogado de novo.”

“Estamos felizes e muito satisfeitos. Ficamos lá na porta da Prefeitura até aparecer alguém. Uns assessores do prefeito foram lá mais tarde e disseram que a gente podia ir embora, que o prefeito tinha mudado de ideia e ia nos deixar ficar até 31 de dezembro. Aí fomos e depois ele gravou um vídeo falando. Graças a Deus, estamos muito contentes”, disse Eronilde Padilha, da barraca Nina Padilha Modas.

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