Mesmo com a implantação de vários serviços sociais para atender os moradores de rua de Franca, parte das pessoas em vulnerabilidade social insistem em não deixar os locais em que eles se instalaram, como a avenida Willian Azzuz, próxima à Casa de Passagem, no prédio da Antiga Mogiana, e o viaduto da avenida Major Nicácio, e outros pontos da cidade.
O prefeito Alexandre Ferreira (MDB) disse nesta sexta-feira, 26, que busca alterar o TAC (Termo de Ajustes de Conduta) firmado na administração anterior com o Ministério Público, para buscar alternativas para poder enfrentar problema grave na cidade.
“Eu disse ao Ministério Público e para a Defensoria Pública que gostaria de mexer no TAC, porque vai ter gente que vai ser refratária ao nosso tratamento. Eles me disseram que é muito difícil alterar um TAC, mas segundo eles, eu posso avançar um pouco mais no sinal ser um pouco mais rígido, sem ultrapassar aqueles limites da razoabilidade”, disse o prefeito.
Atualmente Franca tem 530 moradores de rua cadastrados pela Prefeitura. A administração disponibiliza pelo menos quatro serviços voltados à essa população, inclusive paga alugueis para 30 pessoas nessa condição.
“Eu pedi pra que eu pudesse ter um pouco mais de pulso sobre aqueles refratários. Não vou sair agredindo, que vou passar o trator em cima das barraquinhas, mas preciso de mais liberdade. Isso eu disse a eles (MP e Defensoria). Por exemplo, como fiz com aquelas 192 crianças que estavam nos semáforos. Eu fui até à família, ofereci estrutura e voltamos todos para a escola. Sobraram entre seis a oito adolescentes, mas aquele volume que estava acabou. Nós representamos contra as pessoas que estavam aliciando eles”, concluiu o prefeito.
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