Batatais, cidade conhecida por realizar o Carnaval mais importante da região, não terá nenhum tipo de evento público na folia de 2022. O prefeito Juninho Gaspar (PP), que já havia cancelado os tradicionais desfiles de escolas de samba no sambódromo municipal, anunciou no fim da tarde desta quarta-feira, 24, que estão suspensos também quaisquer outros tipos de festividades em espaços públicos nesse período.
Diante do quadro atual da pandemia no município – a doença não mata há mais de 50 dias –, Juninho sinalizava a intenção de autorizar a passagem de blocos carnavalescos no estilo “vai quem quer” pelas ruas, animados por trios elétricos ao som de “carnafunks” e marchinhas reestilizadas, sem nenhum tipo de controle de acesso ou participação do público. Agora, isso também foi descartado.
De acordo com o prefeito, pesaram na decisão a necessidade de se adotar medidas preventivas de combate à pandemia de covid-19, para evitar a disseminação do vírus e novo colapso do sistema de saúde pública.
“Salvar vidas e cuidar das pessoas é o nosso principal objetivo. Ações conjuntas entre os municípios é a forma mais eficaz de alcançarmos resultados positivos, então a Prefeitura de Batatais não realizará eventos carnavalescos no ano de 2022”, disse Juninho, que também é presidente da Região Metropolitana de Ribeirão Preto e emitiu uma nota de apoio às cidades que estão tomando a mesma decisão.
Por fim, o prefeito citou que é preciso manter a retomada gradual e consciente das atividades econômicas, a fim de evitar retrocessos nas conquistas alcançadas com as medidas de enfrentamento e combate adotadas.
O vice-presidente da Uesb (União das Escolas de Samba Batataenses) e diretor da Unidos da Liberdade, Volnei Barbosa disse lamentar a dissolução dos desfiles de escolas de samba, mas está confiante que a prefeitura e a Uesb consigam realizar a festa em 2023.
“Vejo a não realização do carnaval como um grande prejuízo principalmente para o turismo da nossa cidade e de outras que também deixarão de fazer o carnaval no formato escola de samba. (...) O Carnaval deveria ter um pouco mais de valor. Para algumas pessoas ele é supérfluo, mas ele não é. Vejo com muita preocupação a não realização e a não discussão do carnaval. Pela pandemia a gente entende, mas não podemos deixar de discutir o valor (cultural) do Carnaval”, disse.
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