Crianças e pais sentados no chão. Cadeiras completamente ocupadas. Dificuldade em transitar no local. Essa é a dura realidade do Pronto-Socorro Infantil "Dr. Magid Bachur Filho" nas últimas semanas. Não diferentemente desse panorama, nesta quarta-feira, 24, mais de 50 crianças aguardavam por atendimento na unidade com os mais diversos sintomas.
Como essas crianças precisam estar acompanhadas de seus responsáveis, o salão do PSI (Pronto-Socorro Infantil) não foi capaz de comportar todos durante a manhã. Por isso, muitos pais tiveram que esperar com seus filhos na parte externa, que não conta com cobertura e tem poucos bancos para se sentarem. Uma única opção: sentar no chão, para não ter que ficar de pé.
A situação tem sido tão preocupante na unidade, que o secretário de Saúde Municipal, Lucas Souza, chegou cedo no Pronto-Socorro Infantil. Por volta das 7 horas, já estava no local para acompanhar o movimento e o trabalho médico. “Logo que cheguei, passou meia hora e chegaram 15 crianças para atendimento. Então, é uma demanda muito grande. Estão chegando em média por hora de 20 a 22 crianças ”, disse o secretário.
Nas palavras do secretário, atualmente não justifica expandir o Pronto-Socorro Infantil. "Pretendemos instalar mais bancos na parte externa. Teremos também a chegada de mais longarinas (bancadas de cadeiras) para recepção, para acomodarmos. Mas, quando a gente aumenta a equipe, a recepção comporta", disse Lucas.
Nem mesmo uma equipe de quatro médicos dedicados ao atendimento no período da manhã, além de um outro que chegou depois, foi capaz de resolver a situação nesta quarta-feira de manhã. A espera era ainda, em média, de quase duas horas.
E esse pesadelo no PSI tem se repetido há semanas. Os números de atendimento são tão elevados, com uma média de 450 crianças atendidas por dia, que é possível se comparar com o pico de atendimento no Pronto-Socorro "Dr. Álvaro Azzuz" no auge da pandemia. “A gente tem percebido um número muito alto de atendimentos no Pronto-Socorro Infantil. Notamos que é até quatro vezes maior do que em anos anteriores. É uma média de 450 a 500 pacientes por dia”, disse o secretário.
Para Lucas, uma solução que resolveria todo o problema seria o redimensionamento da equipe do PSI, desde a recepção até o atendimento do médico pediatra, mas isso esbarra no desafio de encontrar profissionais disponíveis.
“A única solução é fortalecer uma equipe. A equipe de enfermagem já foi redimensionada para a demanda atual. Já em relação à equipe médica, nós temos encontrado um pouco de dificuldade porque às vezes o médico tem plantão em algum outro hospital, então, readequar a agenda é um pouco mais difícil", explicou.
Ainda assim, essas medidas não têm resolvido o problema, por exemplo, do salão principal, que não consegue comportar todos os que chegam para aguardar o atendimento.
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