FEMINICÍDIO

Thábata gravou marcas de agressão do ex; Polícia pede prisão temporária do PM

Por Kaique Castro | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Vítima de feminicídio gravou marcas de agressão sofrida um mês antes do crime
Vítima de feminicídio gravou marcas de agressão sofrida um mês antes do crime

Na manhã desta sexta-feira, 19, a Polícia Civil apresentou o pedido de prisão temporária do policial militar Douglas Teixeira, que matou a tiros sua ex-mulher, Thábata Gonzáles, de 34 anos, na madrugada desta quinta-feira, 18, em Franca. Um mês antes de ser morta, a vítima registrou um Boletim de Ocorrência e chegou a gravar um vídeo para mostrar as agressões que teria sofrido do policial. Depois, Thábata procurou a DDM (Delegacia da Defesa da Mulher) para retirar as acusações.

Segundo a família da analista financeira, o vídeo foi gravado no mesmo dia das agressões. Naquele dia, Thábata procurou a Polícia Civil e registrou o BO, em que disse que o casal havia ido a uma confraternização e, ao chegarem em casa, Douglas quis manter relações sexuais com ela. Quando ela se negou, o policial militar começou a ficar agressivo, a ameaçou de morte com a arma e começou a agredi-la, apertando seu pescoço.

Thábata quase perdeu o sentido e, ainda de acordo com o registrado no boletim, "momento em que disse que preferia ser morta com a arma. Douglas disse que não teria coragem". O policial teria parado as agressões e, pela manhã, Thábata teria deixado a residência.

Quase um mês depois das agressões, o policial militar matou com um tiro a ex-companheira.

Prisão temporária

De acordo com amigos do PM, na noite de quarta-feira, 17, ele estava na academia e Thábata apareceu. O casal chegou a conversar e foi embora juntos.

Por volta das 5h20 da manhã, Thábata mandou uma mensagem para a mãe pedindo para que ela cuidasse das crianças.

A Polícia Civil afirmou que a arma utilizada pelo policial não era a da corporação e sim uma de uso pessoal.

Thábata trabalhava no escritório da família, que administra um frigorífico na cidade, e deixa dois filhos. O Ministério Publico confirmou que a vítima não possuía medida protetiva.

Thábata será sepultada na tarde desta sexta-feira, 19, no velório Santo Agostinho. O acusado de matar a ex-companheira, com quem viveu por cerca de dois anos, segue foragido.

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