CASO WESLEY

Pai de Wesley rompe silêncio e aponta múltiplas contradições no inquérito da polícia

Por Heloisa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução/Redes Sociais
Wesley e Camila, pais do menino Wesley que desapareceu em agosto de 2020
Wesley e Camila, pais do menino Wesley que desapareceu em agosto de 2020
Wesley e Camila Alves, pais do menino Wesley, fizeram uma transmissão ao vivo na tarde dessa quinta-feira, 18, para relembrar e pontuar alguns detalhes sobre o caso do filho desaparecido desde 28 de agosto de 2020. Em vídeo que durou mais de uma hora, os pais falaram sobre diversas contradições nos depoimentos, principalmente dos envolvidos com a bicicleta, também desaparecida no dia – eles foram chamados para depor somente oito meses após o sumiço de Wesley.

Logo no início da transmissão, os pais relatam que as únicas imagens do garoto foram obtidas pela família e pelos veículos de imprensa. “O pessoal fala: ‘Ah, mas foi a Polícia Civil que conseguiu?’ Não, não foi a Polícia Civil que conseguiu as câmeras. Fui eu, meu parentes, o pessoal do GCN, o Kaique batendo na porta do pessoal”, disse Wesley.

O pai do garoto também relembra de quando surgiram as primeiras informações sobre a bicicleta, que aparece no último vídeo de Wesley, atravessando um pesque-pague na rodovia Ronan Rocha. Ele conta que duas meninas, que se diziam conhecidas do dono da bicicleta, foram conversar com ele. Ocasião essa em que afirmaram que o valor do item variava entre R$ 1,5 mil e R$ 1,8 mil.

Na época, surgiram diversas contradições sobre quem realmente era o dono da bicicleta. “Na terceira vez que eu fui conversar, tinha um moço que era o dono. Fiquei frente a frente com ele. Ele falou: ‘Olha, eu sou dono da bicicleta, a bicicleta estava emprestada no dia. Só que eu estou com um processo aí e não posso entrar nesse meio, por isso pedi para as meninas falarem que eram as donas da bicicleta’. Foi isso que ele disse e que também não viu o menino”, confirmou Wesley. No vídeo, Camila cita que nenhuma das meninas que foram conversar com o marido era a que assinou o boletim de ocorrência de furto.

A mãe fala que, além da confusão sobre quem realmente era o dono da bicicleta, havia contradições sobre o valor. “O que a gente não entende é: por que das mentiras? Primeiro a menina falou que a bicicleta valia R$ 1,5 mil. Depois no boletim falaram que era uma bicicleta velha, de herança da mãe, que não tinha nota e que nem tinha importância, que eles estavam preocupados mesmo era com o menino. Mas como que uma pessoa fala que a bicicleta vale R$ 1,5 mil e depois não vale nada?”, questionou Camila.

Os pais relatam que os donos do bar onde a bicicleta sumiu também procuraram pelo item nas proximidades, pouco tempo depois. Neste ponto, existe uma nova contradição. “Ela (menina que registrou o boletim) não pediu para ninguém procurar bicicleta e que ela não tinha contato com o dono do bar. Ela simplesmente foi pegar uma marmita e só. No depoimento do dono do bar, ele fala que procurou a bicicleta no dia, na sexta-feira, por meia hora. Ficou ausente do bar meia hora”.

Segundo Camila e Wesley, os envolvidos, tanto da bicicleta, quanto do bar, foram chamados para depor na delegacia somente no dia 8 de abril de 2021 – oito meses após o sumiço do garoto. “A gente descobriu que tinha o povo do bar e da bicicleta na mesma semana, bem dizer. Por que não nos dias que estávamos ali? A Camila chorando, eu pedindo pelo amor de Deus para irem atrás e não queriam”.

Camila afirma que só chamaram mais pessoas para depois que a advogada da família entrou no caso e pediu o inquérito.

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