LOTAÇÃO MÁXIMA

Tempo de espera no PS Infantil chega a 5 horas; secretário admite dificuldade com equipes

Por Heloísa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Heloísa Taveira/GCN
Pacientes esperam atendimento na manhã desta quinta-feira, 18, no PS Infantil: drama recorrente desde o início do mês
Pacientes esperam atendimento na manhã desta quinta-feira, 18, no PS Infantil: drama recorrente desde o início do mês

Há tempos não se via um movimento tão grande no Pronto-socorro Infantil “Dr. Magid Bachur Filho” como o que tem sido registrado nas últimas semanas. Desde o início do mês, o tempo de espera pelo atendimento se tornou um problema na unidade, que, por conta do aumento dos casos de doenças respiratórias, registrou cinco vezes mais pacientes do que no mesmo período do ano passado.

Grande parte dos pais reclamam do mesmo motivo: a espera que dura  horas, principalmente em horários de pico – almoço e após às 17h. Na noite desta quarta-feira, 17, a demora no atendimento chegou a cinco horas.

Maria Eduarda Fernandes levou seu filho ao PS na noite de quarta e retornou na manhã desta quinta-feira, 18. “Ontem fiquei aqui umas três horas. Ele (o filho) já estava muito estressado por ficar esperando. Fica com fome, né? A gente traz o leite na mamadeira porque acha que não vai demorar tanto, mas de repente fica aqui quatro horas. Está difícil”, disse.

A filha de Ana Paula Taveira está vomitando e com dor de barriga. “Faz seis dias que estou vindo aqui. Hoje (quinta-feira) é a sexta vez que vim para ver se eles vão pedir exame. Além da demora, os médicos não pedem exame nenhum”, se queixou a mãe.

O secretário municipal de Saúde, Lucas de Souza, admitiu que o movimento nos últimos dias tem sido imenso. Somente na primeira quinzena de novembro foram realizados mais de 400 atendimentos diariamente – cinco vezes mais que o mesmo período em 2020 e duas vezes mais que 2019.

Lucas afirmou que a pasta vem fazendo o possível para readequar as equipes médicas e de enfermagem, mas que encontra dificuldades para que isso aconteça de forma imediata, já que muitos profissionais já possuem agendas e contratos de trabalho em outras instituições. Nesta quinta-feira, o PS atuava com três médicos plantonistas.

“Entendemos que esse aumento ocorre muito em função das mudanças climáticas que contribuem para o aumento de doenças respiratórias, além, é claro, da constatação de sintomas característicos de viroses, provocadas pela retomada do convívio social entre as crianças, assim como retorno das atividades habituais, que até então estavam suspensas em razão da pandemia”, disse o secretário.

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