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Lurdinha Granzotte enfrenta terceira denúncia em um ano

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
N. Fradique/GCN
Lurdinha Granzotte discursa durante sessão, na parte da manhã desta terça-feira
Lurdinha Granzotte discursa durante sessão, na parte da manhã desta terça-feira
A Câmara Municipal de Franca leu em plenário, na sessão desta terça-feira, 9, a denúncia contra a vereadora Lurdinha Granzotte (PSL), apresentada por Eduardo Valentino, protocolada no último dia 28 de outubro. 
 
Eduardo, que é ativista do movimento LGBTQIA+, pede providência por conta de postagens que a parlamentar fez em suas redes sociais, onde ela compartilha publicações que, supostamente, comparam homofobia à liberdade de expressão.

Entre outras postagens compartilhadas pela vereadora que geraram polêmica, uma é sobre o jogador de vôlei Maurício de Souza não concordar com a bissexualidade do personagem Super Man e criticar a linguagem neutra em uma novela.

Após a leitura do ofício público, o presidente da Câmara, Claudinei da Rocha (MDB), encaminhou a denúncia ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa de Leis. Agora, o presidente do Conselho, o vereador Gilson Pelizaro (PT), terá 15 dias para analisar a representação e, em seguida, ouvir as partes envolvidas.

“Vamos procurar a sensatez e seguir o que ordena o Código de Ética. Temos que tomar muito cuidado com o que falamos”, aconselhou Pelizaro.
 
Na Tribuna, Lurdinha disse que não cometeu crime de homofobia e que espera uma decisão justa da Comissão de Ética. “Quero que sejam justos e que façam o que tem que ser feito. Não estou pedindo desculpa e que a verdade venha à tona. Jamais seria homofóbica. Sou cristã, não tenho preconceito, tenho meus princípios”, disse a parlamentar.
 
Com a nova denúncia, já somam três representações que a vereadora responde em apenas seu primeiro ano de mandato. As outras duas foram em virtude da parlamentar ter declarado, durante um protesto em 15 de março, ser favorável à intervenção militar no STF (Supremo Tribunal Federal) e o fechamento do Congresso Nacional.

Nas duas outras ocasiões, Lurdinha apenas foi advertida verbalmente pelo Conselho de Ética.

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