Notícia atualizada às 13h35
Foi preso nesta semana o cabo da Polícia Militar Maicon Rychard Gonçalves, que matou a tiros o jovem Jean Aparecido Santos Silva, 24, que estava em surto psicótico na rua José de Andrade Filho, no Residencial São Domingos, mês passado. O policial estava afastado desde o dia do crime e, agora, foi encaminhado para o presídio militar "Romão Gomes", após a Corregedoria da Polícia Militar pedir sua prisão preventiva.
De acordo com a Polícia Militar, o mandado foi cumprido nesta quarta-feira, 3. “Após diligências, a Corregedoria da PM solicitou à Justiça a prisão preventiva do policial. O mandado foi deferido e cumprido nesta quarta-feira (3) e o PM encaminhado ao presídio 'Romão Gomes'”, afirmou a PM, em nota.
O caso também é investigado pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais), que já começou a ouvir testemunhas e envolvidos na ocorrência.
Foi preso nesta semana o cabo da Polícia Militar Maicon Rychard Gonçalves, que matou a tiros o jovem Jean Aparecido Santos Silva, 24, que estava em surto psicótico na rua José de Andrade Filho, no Residencial São Domingos, mês passado. O policial estava afastado desde o dia do crime e, agora, foi encaminhado para o presídio militar "Romão Gomes", após a Corregedoria da Polícia Militar pedir sua prisão preventiva.
De acordo com a Polícia Militar, o mandado foi cumprido nesta quarta-feira, 3. “Após diligências, a Corregedoria da PM solicitou à Justiça a prisão preventiva do policial. O mandado foi deferido e cumprido nesta quarta-feira (3) e o PM encaminhado ao presídio 'Romão Gomes'”, afirmou a PM, em nota.
O caso também é investigado pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais), que já começou a ouvir testemunhas e envolvidos na ocorrência.
Ambos os inquéritos, civil e militar, após a finalização, serão encaminhados para o Ministério Público. A reportagem entrou em contato com a Polícia Militar para obter mais detalhes sobre a prisão. Mas, até a publicação desta matéria, não recebeu resposta.
O caso
Jean Aparecido Santos Silva de 24 anos foi morto a tiros durante a madrugada de quinta-feira, 21 de outubro. O jovem, que possuía esquizofrenia, estava em surto, quando a confusão se iniciou.
O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado para socorrê-lo, mas o rapaz se armou com um facão e partiu para cima da equipe de emergência.
A Polícia Militar foi acionada, mas quando chegou ao local Jean já havia fugido. Minutos depois, a equipe policial foi chamada novamente pelos socorristas do Samu.
Na versão do Boletim de Ocorrência, o jovem estava alterado e se comportava de forma agressiva. Um dos policiais, para conter Jean, chegou a usar o “taser” (arma de choque) mas, mesmo atingido, ele continuava agitado.
Um parente da vítima chegou e tentou soltar Jean dos policiais. Nesse momento, de acordo com o Boletim de Ocorrência, a vítima se desvencilhou de um policial e o agrediu com chutes.
Para a Polícia Civil, o policial disse que no momento das agressões, Jean tentou pegar a sua arma, momento em que o policial disparou quatro vezes em direção ao rapaz.
A tia de Jean, Sônia Pereira do Santos, contesta a versão de que o sobrinho bateu no policial. “Como que um rapaz em crise, algemado, com pinos de choque no corpo, ia ter condições de agredir o PM?”, questionou.
“Eu achei muita covardia dos policiais. Eles mataram o menino porque quiseram, eles sabiam que ele tinha problemas. Eles foram chamados para acudir, não para matar. Foi uma covardia muito grande, um despreparo.”
Após ser atingido pelos disparos de arma de fogo, Jean foi socorrido pela equipe do Samu que estava no local até a Santa Casa de Franca, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
O policial foi encaminhado para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Anita, com escoriações e fratura no braço.
Jean foi sepultado no dia seguinte. Mesmo dia em que o policial militar foi afastado.
Ouvidoria acompanha o caso
Depois do crime, a Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo entrou no caso para apurar se houve erros na ação da Polícia Militar. Um procedimento junto à Corregedoria da Polícia Militar e ao DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) também foi instaurado para apurar as circunstâncias da morte.
De acordo com o advogado criminalista Elizeu Lopes, ouvidor da PM, o caso não é simples, pois se trata de um jovem em surto psicótico. A Ouvidoria acompanhará o inquérito conduzido pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca.
O caso
Jean Aparecido Santos Silva de 24 anos foi morto a tiros durante a madrugada de quinta-feira, 21 de outubro. O jovem, que possuía esquizofrenia, estava em surto, quando a confusão se iniciou.
O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado para socorrê-lo, mas o rapaz se armou com um facão e partiu para cima da equipe de emergência.
A Polícia Militar foi acionada, mas quando chegou ao local Jean já havia fugido. Minutos depois, a equipe policial foi chamada novamente pelos socorristas do Samu.
Na versão do Boletim de Ocorrência, o jovem estava alterado e se comportava de forma agressiva. Um dos policiais, para conter Jean, chegou a usar o “taser” (arma de choque) mas, mesmo atingido, ele continuava agitado.
Um parente da vítima chegou e tentou soltar Jean dos policiais. Nesse momento, de acordo com o Boletim de Ocorrência, a vítima se desvencilhou de um policial e o agrediu com chutes.
Para a Polícia Civil, o policial disse que no momento das agressões, Jean tentou pegar a sua arma, momento em que o policial disparou quatro vezes em direção ao rapaz.
A tia de Jean, Sônia Pereira do Santos, contesta a versão de que o sobrinho bateu no policial. “Como que um rapaz em crise, algemado, com pinos de choque no corpo, ia ter condições de agredir o PM?”, questionou.
“Eu achei muita covardia dos policiais. Eles mataram o menino porque quiseram, eles sabiam que ele tinha problemas. Eles foram chamados para acudir, não para matar. Foi uma covardia muito grande, um despreparo.”
Após ser atingido pelos disparos de arma de fogo, Jean foi socorrido pela equipe do Samu que estava no local até a Santa Casa de Franca, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
O policial foi encaminhado para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Anita, com escoriações e fratura no braço.
Jean foi sepultado no dia seguinte. Mesmo dia em que o policial militar foi afastado.
Ouvidoria acompanha o caso
Depois do crime, a Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo entrou no caso para apurar se houve erros na ação da Polícia Militar. Um procedimento junto à Corregedoria da Polícia Militar e ao DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) também foi instaurado para apurar as circunstâncias da morte.
De acordo com o advogado criminalista Elizeu Lopes, ouvidor da PM, o caso não é simples, pois se trata de um jovem em surto psicótico. A Ouvidoria acompanhará o inquérito conduzido pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca.
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