Foi condenado a 15 anos de prisão o caminhoneiro Donizete Luiz de Pádua por atirar e atropelar a ex-namorada Juliana Proença Ferreira, em abril de 2017. A sentença foi proferida pelo juiz Paulo Sérgio Jorge Filho, no Fórum de Franca, na tarde desta quinta-feira, 28.
O caminhoneiro está preso desde maio de 2017, quando se apresentou na sede da DIG (Delegacia de Investigação Gerais), depois de passar 20 dias foragido.
Donizete foi condenado por tentativa de homicídio duplamente qualificada, por dificultar a defesa da vítima e crueldade, além de tentativa de homicídio contra outra mulher atingida pelos disparos. Já no crime de feminicídio, que também foi acusado pela Promotoria, ele foi inocentado.
Para o advogado de defesa, a sentença para seu cliente foi boa, mas ele irá recorrer. “Foi uma ótima sentença, mas iremos recorrer. O juiz não diminuiu a pena em seu patamar máximo e não fez cômputo da pena cumprida, no total de 4 anos 5 meses e 12 dias. Provavelmente, o acusado será colocado em liberdade em fevereiro do ano que vem”, disse o advogado Hernandes de Oliveira.
Depois da sentença, o caminhoneiro voltou para a cadeia, onde deverá cumprir o restante da pena.
O crime
O caso aconteceu no dia dia 25 de abril, quando o caminhoneiro marcou um encontro com a ex-namorada, com quem manteve um relacionamento por 20 anos, no estacionamento do hipermercado e, ali, resolveu matá-la. Ele disparou seis vezes contra ela, sendo que um disparo atingiu uma mulher que estava pelo local - a empresária Angélica Custódio Garcia. Depois, ainda atropelou a ex-namorada e fugiu.
De acordo com um socorrista que atendeu a ocorrência, a mulher fraturou a perna esquerda ao ser atropelada. As balas, disparadas de uma arma de pequeno calibre, ficaram alojadas na região da coluna cervical e na cabeça de Juliana.
Toda a ação foi registrada pelas câmeras de segurança do hipermercado Tonin.
Depois do crime, Donizete ficou escondido na casa de conhecidos em Passos (MG). Ele só se apresentou na delegacia após 20 dias.
Apesar do registro das câmeras de segurança, na data de sua prisão, o caminhoneiro apresentou outra versão. Negou que teria marcado de encontrar com a ex e disse que o encontro teria partido dela.
Ele também disse que a vítima estava acompanhada de um homem que alegou ser seu marido. Donizete afirmou ainda que essa terceira pessoa teria tentado agredi-lo, bem como Juliana, o que teria feito com que ele efetuasse os disparos.
Ele também disse que a vítima estava acompanhada de um homem que alegou ser seu marido. Donizete afirmou ainda que essa terceira pessoa teria tentado agredi-lo, bem como Juliana, o que teria feito com que ele efetuasse os disparos.
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