ECONOMIA

Calçados perdem protagonismo para o café nas exportações de Franca

Por Vinícius Nunes | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Paulo Henrique/Reprodução
Plantação de café da Fazenda Palmeiras, do cafeicultor Paulo Henrique Faleiros
Plantação de café da Fazenda Palmeiras, do cafeicultor Paulo Henrique Faleiros

O boletim econômico divulgado pela Prefeitura de Franca nesta segunda-feira, 25, aponta que as exportações de café tiveram um aumento de 1.219% nos anos de 2018 a 2020. Em contrapartida, os calçados - que anteriormente lideravam as exportações -, tiveram uma queda de cerca de 50%. Em 2020, as vendas de café para o exterior superaram as de calçados e couros e, até o momento, a situação continua a mesma em 2021.

De acordo com o boletim, no ano de 2018, os principais produtos exportados eram os calçados e os couros, tendo o primeiro valores próximos de US$ 70 milhões, enquanto o outro atingia cerca de US$ 29 milhões. Já o café possuía em torno de US$ 5 milhões vendidos ao exterior neste período.

Em 2019, com valores parecidos com os de 2018, as exportações de calçados continuavam na liderança. Por outro lado, as vendas de couros caíram, tendo atingido dessa vez valores próximos de US$ 19 milhões. Em um caminho diferente, as vendas de café ao exterior tiveram um grande aumento, com valores superiores a US$ 40 milhões, tomando o lugar dos couros como o segundo produto que Franca mais exportava.

Ainda de acordo com o boletim econômico, no ano de 2020, o café representou 52% das exportações de Franca, virando o protagonista de vendas para o exterior, representando o valor de US$ 61,7 milhões. Já os calçados sofreram uma grande queda, atingindo US$ 35,2 milhões nas exportações, enquanto os couros caíram para R$ 14,9 milhões.

De janeiro a setembro de 2021, as exportações de calçados e couros superaram as de 2020, mas o café continua como o maior produto exportado pela cidade. Como terceiro produto mais exportado, os couros atingiram até o momento US$ 18 milhões nas vendas para o exterior, enquanto os calçados US$ 36,7 milhões. Até o mês de setembro, o café teve um total de US$ 40,2 milhões vendidos por exportação.

E se depender dos produtores, o café continua na liderança. O cafeicultor Paulo Henrique Faleiros, de 30 anos, percebeu o aumento nas exportações de café e vem tentando fazer esse tipo de negócio desde 2019.

“Tendo em vista que hoje aqui dentro do nosso país vivemos um colapso de preços - temos que comprar insumos, defensivo agrícola e manejo de tratamento para nossas lavouras... Tudo isso está com um preço absurdamente alto, então se continuar com essa defasagem infelizmente vai ficar inviável produzir café aqui. Agora se conseguirmos uma licença para entregar para o consumidor europeu, é possível agregar valor no nosso produto”, explicou Faleiros.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários