NAS ALTURAS

Combustível sobe pela 2ª vez em uma semana e gasolina chega a R$ 6,59

Por Heloísa Taveira e Higor Goulart | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Heloísa Taveira/GCN
Preços dos combustíveis em posto na Av. Brasil, nesta terça-feira, 26
Preços dos combustíveis em posto na Av. Brasil, nesta terça-feira, 26
Por volta das 14 horas desta terça-feira, 26, muitos postos de Franca já trabalhavam com o preço do combustível mais alto. A mudança veio após o anúncio da Petrobras, que reajustou em 7,04% o valor da gasolina e 9,15% do diesel nas refinarias. Nas bombas, o preço sofreu um aumento de R$ 0,30 por litro na gasolina.
 
A última vez que as placas dos preços foram reajustadas em Franca foi há apenas uma semana, quando a gasolina passou a custar, em média, R$ 6,29 e o etanol próximo de R$ 5. Com o novo aumento, o valor passa a ser de R$ 6,59 e R$ 5,19, respectivamente. 
 
Na tarde de hoje, nos postos de combustíveis que mantinham o preço antigo, a correria de carros foi maior, com pessoas tentando aproveitar o valor menos alto. Mas, nos estabelecimentos que já realizaram o aumento, muitos dos frentistas estavam parados por conta do movimento praticamente zero.
 
O agente de relacionamento Ruan Ferreira, de 20 anos, conseguiu aproveitar os valores antigos, mas se assustou com mais um reajuste. Ele, que tem carro há oito meses, notou uma grande diferença na quantidade abastecida antes e na de agora. “Na primeira vez que abastecia, foram 10 litros por R$ 50. Ontem mesmo, coloquei o mesmo valor e só encheu 7 litros. E o salário não aumenta 1%”, reclamou.
 
Ruan conta que ainda não deixou de fazer nada para poder manter os gastos com seu veículo, mas conhece casos de pessoas que já. “Não deixei de fazer nenhuma das minhas obrigações para poder abastecer meu veículo, mas, conheço pessoas que sim. Assim como conheço pessoas que estão até cogitando vender seus carros.” 
 
O funcionário de uma concessionária de veículos, Rafael Melo, de 20 anos, foi um dos que precisou vender seu veículo e se abdicar de alguns "luxos". "Já estou evitando sair aos fins de semana. Vendi meu carro e estou agora andando com o do meu pai. E, mesmo assim, fica mais apertado no fim do mês e o salário nem é mais o suficiente. Daqui um tempo, as pessoas não terão dinheiro nem para chegar ao trabalho.”
 
Além de impactar a vida da população em geral, trabalhadores que dependem do transporte se veem em uma situação ainda mais complicada. Rafael dos Reis é taxista há mais de 12 anos em Franca e destaca a dificuldade que as disparadas de preço quase que constantes provocam. 
 
“Nós estamos com um prejuízo muito grande. Para se ter uma ideia, estamos trabalhando com uma média de 40% de lucro, perdendo 60%. Dessa porcentagem ainda tem o desgaste, o nosso trabalho, documento, manutenção do carro, enfim... Uma série de impostos que a gente paga. O custo do táxi é bem pesado para a gente, está afetando demais”, falou.

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