NESTE ANO

Não-vacinados respondem por 82% das mortes por covid em Franca

Por Heloísa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Dirceu Garcia/GCN
Franca chega próximo de 81% da população vacinada com pelo menos a 1ª dose
Franca chega próximo de 81% da população vacinada com pelo menos a 1ª dose

Em Franca, 80,89% da população iniciou o ciclo vacinal contra a covid e isso tem tido um reflexo direto no número de óbitos pela doença. Entre os dias 3 de janeiro e 21 de outubro deste ano, 791 pessoas não resistiram às complicações e 646 delas sequer tiveram contato com a vacina. Isso representa cerca de 82% do total das mortes.

O restante dos óbitos ao longo deste período é de pessoas que eram, pelo menos, parcialmente imunizadas: 48 vacinados com a 1ª dose e 97 com a 2ª dose. Grande parte deles foi registrada ainda no primeiro semestre, quando a vacina era disponível apenas para grupos mais vulneráveis.

Em outubro, do dia 1º ao dia 20 foram registradas 26 mortes, de acordo com o Boletim Epidemiológico. Quatro óbitos foram de francanos sem nenhuma dose aplicada; outros quatro estavam imunizados com apenas a 1ª dose e 18 deles já tinham recebido as duas doses. 

Apesar da diferença entre os dados totais e o recorte no mês de outubro, o médico da Vigilância Epidemiológica, Homero Rosa, destaca que as mortes causadas pelas complicações da covid registradas recentemente têm um padrão: em sua maioria, pessoas idosas ou com alguma comorbidade importante que agrave o quadro clínico.

“Para pessoas com idade mais avançada, e isso vale para qualquer vacina e até para vários medicamentos, a resposta não é tão adequada quanto a de um adulto ou jovem, então a efetividade da vacina covid, por exemplo, é muitas vezes mais otimizada nesse público do que no idoso”, explicou.

Homero afirmou que as pessoas que reagem de forma menos efetiva às vacinas têm sido mais evidenciadas neste momento porque é uma quantidade muito grande de vacinados, o que é natural.

“Isso é um fato que sempre aconteceu, só que agora em larga escala. A impressão é de que está aumentando a participação de pessoas com pouca resposta imunológica, mas na verdade isso já acontecia com várias outras vacinas. É comum que idosos ou pessoas mais suscetíveis não tenham uma produção de anticorpos tão boa quanto um jovem ou adulto tem.”

Foi por este motivo que a 3ª dose, chamada “dose reforço”, está sendo incrementada. Desta forma, pessoas com comorbidades e idade avançada terão uma proteção maior. “Toda a população vacinada. É assim que vamos encerrar a pandemia”, concluiu Homero.

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