Uma nova discussão sobre o preço da tarifa do transporte público foi iniciada nesta semana. Na última terça-feira, 19, uma reunião entre vereadores, representantes da empresa São José, Emdef e CMTT (Conselho Municipal de Trânsito e Transporte) resultou em duas possibilidades de aumento na passagem: subir de R$ 4,30 para R$ 7,25 – o que deve ser descartado – ou fechar o um reajuste de 10,51% no valor atual, juntamente com um subsídio por parte da Prefeitura.
O valor de R$ 7,25, que começou a ser comentado na cidade, equivale à tarifa técnica, que calcula os custos totais de todo o transporte. No entanto, é praticamente inviável e em breve deve ser descartado, segundo a prefeitura. A previsão é que nesta tarde seja realizada uma nova reunião onde propostas diferentes serão apresentadas.
A segunda hipótese inicialmente levantada e que também deve ser melhor discutida é reajustar a tarifa atual em 10,51% - o que deixaria a passagem no valor de R$ 4,75. Nesta opção, a alternativa é que a Prefeitura subsidie R$ 1,50 por pessoa e, na prática, o valor final da passagem ficaria em R$ 3,25.
O vereador Gilson Pelizaro (PT) participou da primeira reunião e apresentou alguns contrapontos sobre a discussão. A primeira delas é que o presidente do CMTT é o próprio secretário municipal de Segurança, o coronel Araújo.
“O que me estranhou nessa reunião é que estavam representantes da empresa São José e do Conselho, no qual o presidente é secretário municipal, portanto é parte interessada do processo”, disse.
Gilson também defendeu a ideia de que os usuários do ônibus participassem dos debates. “Nessa reunião não tinha a participação de nenhum representante de usuário. Acho que o usuário tem que ser chamado à discussão e eu não concordo que um conselho municipal seja representado pelo secretário municipal. Além disso, essa é uma questão que o prefeito deveria debruçar sobre ela. A Prefeitura que é o poder concedente e eles têm que achar as alternativas”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.