Após o alerta da Cetesb de que a vida útil do Aterro Sanitário Municipal de Franca pode ter sua vida útil reduzida por conta da grande demanda de lixo nos últimos anos, o prefeito Alexandre Ferreira (MDB) disse que busca soluções para a destinação do lixo doméstico na cidade. Na quarta-feira, o prefeito anunciou que busca soluções para a energia elétrica e para a reciclagem dos lixos domiciliar e industrial.
“O aterro foi criado em 2006 com uma capacidade já pré-definida. No aterro são 15 células, já abrimos a décima. Então nós já usamos nove células. Essas células restantes têm capacidade menor, portanto, nós temos um período de vida útil desse aterro em torno de 5, 6 ou 8 anos na melhor das hipóteses. Mas a gente preocupado, agora, já começamos achar condições para que daqui a 8 anos não precisamos achar um aterro novo. O decreto permitirá empresas apresentarem projetos pra que seja feita a reciclagem de 100% do lixo doméstico”.
Segundo a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) informou recentemente, o ideal seria depositar cerca de 300 toneladas de lixo por dia no Aterro Municipal, mas a demanda atualmente é de quase 500 toneladas/dia, o que pode reduzir a vida útil do aterro, projetado para vencer em 2033. “O Aterro Sanitário recebe mais de 60% de sua capacidade diária de lixo”, disse o gerente da Cetesb Franca, no último dia 13, na Câmara Municipal.
Sobre a proibição dos resíduos industriais (aparas e couros) no Aterro Sanitário por parte da Cetesb, Alexandre Ferreira disse também que participou de seguidas reuniões com os representantes industriais, através do Sindifranca, no sentido de auxiliá-los na busca de uma solução para a destinação desses resíduos em área segura.
Soluções
Os decretos dos procedimentos a serem adotados pelas empresas interessadas para implantação de uma usina de energia fotovoltaica e reciclagem do lixo foram publicados no Diário Oficial do Município nesta quinta-feira, 21.
Sobre a Usina de Energia, a ideia é aproveitar um espaço ocioso do antigo Aterro Sanitário, na região próxima ao bairro City Petrópolis para a implantação, manutenção e operação de centrais de energia elétrica fotovoltaica. Será feito por meio de concessão onerosa de área pública e gestão de serviços de compensação de créditos para atender as demandas energéticas das estruturas físicas da administração pública, por meio de parceria público-privada ou concessão.
O outro decreto é para que empresas apresentem projetos ou estudos que tragam soluções para a estruturação da gestão, destinação e manejo dos resíduos sólidos, provenientes da limpeza pública urbana, para parceria público-privada ou de concessão com a finalidade de proporcionar uma gestão eficiente dos recursos públicos, com foco na sustentabilidade social, econômica e ambiental.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.