DRAMA

'O motorista tirou o direito do meu filho de viver como antes', diz mãe de ciclista atropelado na contramão

Por Kaique Castro | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Dirceu Garcia/GCN
Nilva Maria Ávila Silva e seu filho Gabriel: incertas e luta desde maio
Nilva Maria Ávila Silva e seu filho Gabriel: incertas e luta desde maio
A noite de domingo do dia 9 de maio chegava ao fim quando o estudante Gabriel Ávila da Silva, de 16 anos, voltava de um torneio de pipa com alguns amigos e se envolveu em um grave acidente. De bicicleta, ele e os amigos seguiam pela rua Rosa Maria de Jesus, no sentido Cambuí ao Parque do Horto, quando colidiu com um Hyundai Azzera, que entrava na alça de acesso da rodovia Cândido Portinari, na contramão. A partir dali, a vida do jovem e de seus familiares nunca mais foi a mesma. 
 
No dia do acidente, o pedreiro Leandro Saraiva, 38, que conduzia o carro admitiu ter percorrido uma parte da via na contramão. Segundo ele, o "desvio" foi tomado para evitar impacto com um outro carro que trafegava fazendo manobras perigosas pela rua. 
 
Após o acidente, Gabriel foi levado em estado grave para a Santa Casa de Franca. Foi ali que Gabriel, segundo sua mãe, enfrentou sua maior luta para sobreviver. 
 
“O estado dele era gravíssimo. Os dois pulmões dele estavam afetados e ele perdeu muito sangue. Teve anemia, politraumatismo e um traumatismo craniano grave. Ele lutou para viver. Ficou na UTI, respirando com a ajuda de aparelhos. O médico chegou e me disse: ‘Eu acho que seu filho não passa dessa noite’. Como eu tenho muita fé, eu falei ‘ok’ e sai. Tive fé e deu tudo certo”, contou a mãe, Nilva Maria Ávila Silva.
 
O jovem passou daquela noite, mas, infelizmente, restaram várias sequelas do acidente. A mãe agora quer providências e cobra que a justiça seja feita. 
 
“É uma tortura o ver assim na cama. Ele quer andar, quer falar. Agora ele está assim... Ele pede para ficar em pé, mas não tem controle do tronco, porque teve várias fraturas. O motorista que causou o acidente tirou o direito do meu filho de viver como antes. Ele está fora da escola, vai perder o ano. Na verdade, eu nem sei quando meu filho vai voltar a andar. O médico não garante que isso acontecerá”, disse, emocionada. 
 
Segundo a advogada da família, Isabela Tessedor, o laudo da Polícia Criminalística apontou que o acidente foi causado pelo pedreiro.
 
"O acidente só aconteceu porque o Leandro estava na contramão. O perito foi categórico ao afirmar isso. Ele estar na contramão deu a causa do acidente", afirmou a advogada. 
 
Para descobrir se o filho poderá voltar a andar e também qual seu real estado de saúde, a família busca ajuda para realizar um exame. 
 
"Eu queria fazer uma ressonância e um exame mais detalhado. Pelo SUS foram feitos alguns, mas queria um exame pra saber melhor o que ele tem. O lado esquerdo dele está rígido, ele não consegue mexer e não sabemos o que é", continuou dona Nilva, que até conseguiu marcar um neurologista na rede pública, mas somente para o fim de dezembro deste ano.
 
Agora, a família de Gabriel depende do tempo para saber qual será o seu futuro.
 
Como ajudar
A família do estudante não tem recursos para realizar os exames na rede particular e teme que quanto mais o tempo passe, mais difícil seja a recuperação do adolescente. Quem tiver interesse em ajudá-los pode realizar um depósito ou realizar um Pix, de qualquer valor, nas contas abaixo:
 
Chave Pix c6 bank
Celular - 16 997285742
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Chave Pix original
E-mail: vicenteeletricista@yahoo.com.br

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