O empresário ruralista Fábio de Salles Meirelles Filho, presidente da Aprosoja de Minas Gerais, registrou imagens da sede nacional da associação, em Brasília, após ser invadida e pichada, na manhã desta quinta-feira, 14. No vídeo, Salles diz que a indignação é grande e lamenta não poder estar armado.
"É uma invasão notória, violenta, agressiva e não acontece nada. O país tem que ter novo alinhamento. A indignação é muito grande. A vontade que dá vocês sabem qual é. Mas não podemos andar armados", afirma o produtor rural, que é pai de Fábio de Salles Meirelles Neto (PSL), que foi candidato a vice-prefeito de Franca, em 2020, na chapa encabeçada por João Rocha (PSL).
Segundo a agência de notícias Folhapress, a divulgação do vídeo foi autorizada pelo presidente nacional da Aprosoja, Antônio Galvan.
O prédio invadido abriga a Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja do Brasil), a Abramilho (Associação Brasileira dos Produtores de Milho) e Abrass (Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja), além da filial do Canal Rural.
Havia pichações dentro e fora do prédio. Frases como "fora Bolsonaro", "soja não enche prato" e "soja é morte" foram pintadas em vários pontos das instalações.
As Organizações da Via Campesina Brasil assumiram a autoria da ação, afirmando que ocorreram protestos em "cinco regiões do país em denúncia ao atual contexto do aumento da fome no Brasil, que faz parte da estratégia política do governo Bolsonaro".
Na gravação, Fábio Mereilles Filho diz que, quando chegou ao local, ainda viu as pessoas que picharam e depredaram o prédio. Segundo ele, eram pelo menos 60. “Eles estavam com cortadores de metal, arrombaram a porta. Olha bem o que fizeram aqui. Isso é para vocês terem conhecimento do que se passa no país. A impunidade total, do que fazem dentro da entidade, do setor privado.”
Meirelles diz que o Agro é que está sustentando o Brasil e a soja é só um desses agronegócios. Ele pede punição aos responsáveis. “Uma verdadeira barbaridade, é um despropósito, uma agressão aos funcionários que trabalham nas entidades, um desrespeito total com o País”, afirmou.
“É uma invasão a todas as entidades que fazem parte desse prédio. São entidades privadas e a pichação é geral. Não sabemos o que motivou isso. Tudo indica que é uma agressão ao presidente da República. Não há outra questão”, continuou.
Já o presidente da Aprosoja chamou o protesto de vandalismo e informou que a polícia esteve no escritório para identificar os responsáveis. Em setembro, o STF (Supremo Tribunal Federal) determinou o bloqueio de contas da entidade, sob suspeita de financiamento de atos antidemocráticos.
Galvan nega que a associação tenha financiado manifestações contra o Supremo. "Os produtores rurais têm apoiado atos pró-Brasil. Quem é contra o Brasil faz esse tipo de serviço."
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