LEGISLATIVO

Disputa pela presidência esquenta bastidores da Câmara de Franca

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 4 min
Divulgação
Os vereadores Pastor Palamoni, Claudinei da Rocha, Carlinhos Petrópolis e Kaká: disputa pela presidência
Os vereadores Pastor Palamoni, Claudinei da Rocha, Carlinhos Petrópolis e Kaká: disputa pela presidência
Muitas vezes disputada discretamente, com vereadores pedindo votos e fazendo alianças nos bastidores, a eleição para a presidência da Câmara Municipal ganhou novos contornos este ano. Quatro parlamentares se colocaram na disputa e dizem abertamente que pretendem liderar o Legislativo Municipal em 2022: Carlinho Petrópolis (PL), Pastor Palamoni (PSD), Kaká (PSDB) e Claudinei da Rocha (MDB), atual presidente. O maior desafio, que se arrasta há anos sem solução, é a reforma do prédio que, com problemas estruturais graves, frequentemente fica alagado nas épocas de chuva e já teve salas interditadas sob risco de desabamento. Mas nem o problema complexo, que exigirá milhões de reais em investimento, desanima os vereadores. Afinal, a oportunidade de ganhar evidência é valiosa para um ano que será marcado por eleições para deputados, governadores e presidente.
 
As articulações para a eleição para presidente da Câmara já esquentam os bastidores do Legislativo. A escolha da nova Mesa Diretora da Câmara ocorrerá em 9 de dezembro, mas a movimentação já é intensa. Na mesma data, haverá também eleição para os cargos das Comissões Permanentes da Casa de Leis.
 
Claudinei da Rocha, que está em seu terceiro mandato e foi eleito presidente pela primeira vez, acredita que vem realizando um bom trabalho e quer mais um ano para concluir seu trabalho. “Estarei colocando meu nome à disposição novamente. Fizemos um trabalho de modernização no sistema de som e vídeo. Reestruturamos o sistema de transmissão pelas redes sociais e implantação da TV Câmara. Também estamos iniciando uma licitação para realizar uma reforma no prédio para resolvermos a questão de inundações. Então vou buscar a reeleição para poder concluir o que eu comecei nesse ano”.
 
Carlinho Petrópolis sempre deixou claro seu sonho de ser presidente. No seu primeiro mandato, de 2017 a 2020, tentou, mas nunca viu suas articulações ganharem a adesão dos pares. Agora, vai tentar mais uma vez. Ele acredita que, agora, é a sua hora: “Vou colocar meu nome para disputa da presidência. Acredito ter bastante experiência já que fui secretário e vice-presidente por dois anos. Agora estou como presidente da Comissão de Justiça e Redação, sendo uma das mais importante do Legislativo”, disse Carlinho, acrescentando: “Outra questão é a reforma estrutural do prédio, com várias rachaduras, inundações, falta de acessibilidade, entre outras coisas que precisam de manutenção. Espero ter a oportunidade de ser o novo presidente da Câmara, contando, é claro, com o apoio dos nobres colegas”, disse o vereador que está em seu segundo mandato.
 
Pastor Palamoni, que já ocupou o cargo em 2020, disse que seu mandato foi atípico por conta da pandemia. “Tenho pretensão em concorrer à presidência sim. Eu fui presidente num ano bem complicado, atípico devido ao enfrentamento da covid. Também era um ano eleitoral, mas graças a Deus conseguimos realizar nosso trabalho. Estou preparado para somar um pouquinho mais e retomar vários projetos que ficaram parados”, lembrou ele, reeleito vereador para seu segundo mandato.
 
Kaká lembra que nas eleições de 2016 foi o vereador mais bem votado, mas na época não quis entrar na briga pela presidência por falta de experiência política. A queda na votação (em 2017 foi eleito com 6070 votos, mas ano passado recebeu apenas 1.635 votos), de quem deixou de ser o vereador mais votado da cidade para a 15ª colocação, também parece ter despertado no parlamentar a vontade de aumentar a sua visibilidade. “Quando eu fui eleito no primeiro mandato com 6.070 votos, Marcos Garcia (vereador reeleito na época) me propôs eu ser presidente da Câmara, mas eu não poderia entrar em um campo minado, que eu desconhecia e me arriscar a trabalhar numa situação desconhecida. Agora mais maduro, existe sim a possibilidade e tenho condições de administrar a Câmara. Acredito que posamos fazer também um trabalho de humanização entre os todos membros, servidores, assessores e analistas”, destacou o vereador que cumpre seu segundo mandato.
 
Fora do páreo
Três vereadores que são considerados fortes em articulações dentro da Câmara, até por terem mais de um mandato, já descartaram concorrer à presidência, caso de Donizete da Farmácia (MDB), Della Motta (Podemos) e Gilson Pelizaro (PT).
 
Della Motta disse que não quer fazer parte nem da Mesa Diretora. “Estou vendo que os bastidores estão agitados, mas de minha parte eu declino. Não tenho interesse. Aliás nem fazer parte da Mesa (Diretora) eu tenho interesse. Vou desenvolver meu trabalho na Tribuna, na parte de baixo mesmo”, disse o vereador que está em seu segundo mandato e já foi 2º Secretário da Câmara ano passado. 
 
Gilson Pelizaro, que atualmente é o vice-presidente da Casa de Leis, também descartou concorrer à cadeira de presidente. “Não tenho pretensão de ser candidato a presidente. Vou atuar junto aos colegas pra que a gente tire novamente um consenso para que consigamos compor a Mesa da melhor maneira possível, sem nenhum desgaste. A gente espera que, até o dia da eleição, isso se afunile e que possa até haver uma candidatura única. Meu propósito é esse”, disse Pelizaro, que está em seu quinto mandato, não consecutivo.
 
Donizete da Farmácia, que está em seu quarto mandato e já ocupou o cargo administrativo da Câmara por duas oportunidades, também descartou concorrer à presidência. “Eu acho que já dei minha contribuição como presidente da Casa. Estou feliz com o trabalho que realizei e honrado por ter presidido nosso legislativo por dois mandatos consecutivos”. 

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